Mensagens de 20180806 (163 a 168)

163) MENSAGEM 163

De: Eduardo Chaves

Data: 20180806

Assunto: [Manuelinos] Dia de liquidar as pendencias…

Meus caros:

Hoje, dia 6, segunda-feira, é o dia de liquidar as pendências com o hotel.

Quem parcelou em três vezes, e pagou a primeira parcela em 5/6 e a segunda em 5/7, deve pagar a terceira parcela hoje.

Quem parcelou em duas vezes, e pagou a primeira parcela em 5/7, deve pagar a segunda parcela hoje.

Quem não pagou ainda nenhuma parcela, deve pagar a pacote de permanência no hotel, em uma só parcela, hoje.

Conforme já esclareci, se você não conseguiu ainda definir se vai poder ir, por qualquer razão, ou se está com problema de disponibilidade de caixa, não desista. O hotel provavelmente ainda terá quartos disponíveis por mais um tempinho. Mas é arriscado, porque a gente não tem a garantia deles, pois a negociação com eles envolve fechar o número de quarto hoje. De agora em diante, os quartos disponíveis serão colocados à disposição de outros clientes. Mas se você, por alguma razão, não vai poder fechar hoje, fale com a Elke Cremm [Tel/Whatsapp: (11) 97981-2704 ou (11) 97190-3505, E-mail: maravilhacremm@hotmail.com].

Para outros detalhes, como valores, programa, etc., visite https://jmc.org.br.

Faltam cerca de 45 dias para o Encontro. Queremos encontrar vocês lá.

Um abraço.

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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164) MENSAGEM 164

De: Eduardo Chaves

Data: 20180806

Assunto: [Manuelinos] Memória, Identidade, Comunidade, Ação de Graças

O JMC como Comunidade Virtual

“Este é mais um dia que o Senhor nos dá: regozijêmo-nos e alegrêmo-nos nele”
(Salmos 118:24).

“Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em comunhão”
(Salmos 133:1).

Eu sei (a) que hoje não é Domingo: Domingo foi ontem; (b) que eu não sou, nem nunca fui, pastor; (c) que há, na comunidade composta por esta lista, muitos pastores da melhor cepa; e (d) que vários de nós, manuelinos históricos ou honorários, não temos mais um relacionamento muito chegado com algo que se possa chamar de igreja: somos, não poucos dentre nós, na melhor das hipóteses, uns crentes históricos, assim meio desigrejados – daqueles que, como dizia o Rubem Alves, só podem dizer que são crentes porque um dia o foram: sou, porque fui…

Assim sendo, esta mensagem não é um sermão… É mais uma meditação de natureza meio inspiracional – aquilo que os alemães chamam de “Andacht”. Quando estudei no Seminário Luterano de São Leopoldo, nos idos de 1967, todo dia havia uma Andacht de manhã – uma meditação para ajudar a gente a ter força e motivação para atacar o dia. Não precisava se basear em texto bíblico. Podia basear-se em poema secular ou até mesmo prosa laica. Mas eu vou basear minha Andacht de hoje nos dois versículos citados no início.

É bom e é suave que irmãos vivam em comunhão, e que, em comunhão, possam alegrar-se, se regozijar, dar graças, por poderem, ainda uma vez, receber a dádiva de mais um dia – e não só de mais um dia, mas de mais um dia juntos…

Sabemos pelo Velho Testamento que, quando Israel tinha um templo, os Judeus se reuniam nele pelo menos três vezes por ano, fazendo, para isso, peregrinações até Jerusalém. No ano 70 de nossa era, o último templo judaico de Jerusalém foi destruído pelos Romanos, capitaneados por Tito, filho do Imperador Vespasiano, ficando no local apenas ruínas, entre as quais o chamado Muro das Lamentações. Os judeus foram expulsos da Palestina pelos romanos e iniciaram o seu espalhamento (sua Diáspora) pelo mundo. Onde quer quer que houvesse um número razoável de judeus, eles criaram uma sinagoga, termo que vem do grego (συναγωγή), que quer dizer, mais ou menos, local em que o povo se reúne (συν “com” ou “junto” e ἄγω “conduzir”). As reuniões na sinagoga eram semanais, no “Sabbath”. Entre as reuniões, os judeus tentavam manter sua identidade, como povo, lendo as mesmas Escrituras, refletindo sobre elas, e procurando viver segundo o seu entendimento do que elas prescreviam ou exigiam. Era esse estado de espírito de irmanamento que os mantinha em “comunhão” uns com os outros, que os motivava a frequentar a sinagoga com regularidade.

O campus do JMC em Jandira era o equivalente de nosso Templo. Ele foi “destruído” em 1970 – exatamente 1900 anos depois da destruição do Templo de Jerusalém. Nós, que lá vivemos, como estudantes, como professores, e como funcionários, ou até mesmo, ocasionalmente, como meros visitantes e piqueniqueiros, nos espalhamos pelo mundo. Alguns de nós, nos idos do início da década de 90, tinham a veleidade de construir uma nova escola no campus – isto é, o desejo de reconstruir o Templo, um temoplo físico, em Jandira. Outros, talvez mais realistas, concluíram que isto era quase impossível, mas que poderíamos ter reuniões anuais, quem sabe duas vezes por ano, em que nos encontraríamos em locais que funcionariam como se fosse sinagogas, pontos de encontro, de reunião, de irmanamento, de congraçamento, de comunhão. O Houaiss ensina que “congraçamento” é “reunião amistosa e harmônica com outrem”. Gosto desse termo, como gosto também, talvez mais ainda, de “comunhão”. O verbo “comungar” significa, além de “congraçar”, fazer algo em comum, como tomar uma refeição juntos, ou conversar para sintonizar ideias, sentimentos, valores, ou, então, simplesmente poder desfrutar o prazer, a alegria, e o regozijo de estar juntos com gente que a gente estima, gosta, ama… Ou, quem sabe, regozijarmo-nos, alegrarmo-nos e agradecermos por mais um dia em que estamos vivos, por mais um dia em que estamos vivos juntos, e por mais uma oportunidade que temos de nos reunir e lembrar há quanto tempo temos a bênção de ser amigos uns dos outros, membros de uma comunidade única. Este ano faz 57 anos que eu conheço alguns de vocês. Eu tinha 17 anos quando cheguei lá.

Entre esses nos encontros face-a-face, presenciais, precisamos ter mecanismos para continuar conversando e para dar continuidade a esse processo de preservação de memórias e de conservação de nossa identidade como manuelinos. A finalidade dos mecanismos que vimos criando, de forma espontânea, como os grupos de discussão, os blogs, as páginas no Facebook, e esta “Lista de Comunicação e Discussão ‘Manuelinos’”, é permitir que, nos entre-encontros, mantenhamos viva a nossa comunidade, como uma “Comunidade Virtual”.

Em seu livro The Church of Facebook Jesse Rice sugere que as várias tecnologias de transporte nos espalharam pelo mundo. Antigamente se viajava a pé ou em camelos e cavalos; depois em carruagens puxadas por cavalos; depois em navios levados pela força humana de remadores, ou pelo vento que empurrava as velas, ou por motores de diversos tipos; depois por trens que se deslocavam rapidamente em cima de trilhos; depois por automóveis (chamados inicialmente de “carruagens sem cavalos”); depois por aviões… Uma viagem que, por caravelas, antigamente levava meses, ligando o Velho e o Novo Mundo, hoje se faz em cerca de dez horas: você sai, entra no avião, janta, dorme, e acorda do outro lado do mundo. As várias tecnologias de comunicação e informação, por sua vez, nos permitem, hoje, falar, enviar textos e imagens (fotografias e vídeos) através do mundo de forma instantânea, assistir ao vivo a eventos esportivos que têm lugar literalmente no polo oposto do globo terrestre, etc.

Tudo isso nos permite nos manter constantemente em contato, em “Comunidades Virtuais”. Sei que alguns não se sentem à vontade com essas tecnologias, outros não gostam muito de escrever ou mesmo de ler, outros preferem o sossego produzido por não ter sequer um telefone celular e uma conta de e-mail, mas tudo é questão de valores e de prioridades.

Conheci um casal que se aposentou e mudou para Ilha Bela. Os dois disseram aos filhos que manteriam contato com eles por telefone (fixo), se necessário diariamente, e, uma vez por mês, por aí, através de uma visita pessoal. Nada de computadores, smart phones, Internet, etc., essas coisas modernas e complicadas. Mas a filha começou a namorar um neo-zelandês e, num belo dia, comunicou aos pais que estava se mudando com ele para a Nova Zelândia. Aí começou uma nova realidade. Ligar todo dia para a filha ficava muito caro: era inviável. Chegaram à conclusão de que precisavam de um computador e de um acesso à Internet. Compraram, aprenderam a usar, não só para enviar mensagens de texto, mas também mensagens de som, fotografias, filminhos, etc. Porque o contato com a filha era importante, eles mudaram de hábito…

As tecnologias atuais estão abalando a ideia tradicional de comunidade. Hoje milhões de pessoas se conectam umas com as outras principalmente através das redes sociais, trocam informações, fazem amizades, cultivam relacionamentos, até mesmo se apaixonam, apoiam os que estão deprimidos, discutem, fazem planos, aprendem… Muitos livros de mais de um autor são escritos hoje através de colaboração remota, à distância. As redes sociais nos permitem estar o tempo todo sintonizados com nossos amigos, acompanhando suas ações, compartilhando suas alegrias e tristezas… Em 2001 um pai carioca teve seu filho assassinado em Búzios. Quando ele ficou sabendo, estava sozinho em casa, de madrugada. Ele mandou uma mensagem para a lista de discussão que eu coordenava, chamada EduTec.Net, que tinha 1.500 participantes, na ocasião. E achou ali, de madrugada, gente que respondeu e que chorou com ele, não o deixando mais sozinho. As redes sociais tornam possível um nível de comunhão entre amigos que era inimaginável até há pouco tempo… E estamos testemunhando como elas estão a revolucionar a própria política… Isso porque a maior parte dos relacionamentos de uma pessoa hoje se faz no plano virtual, através de contatos e comunidades virtuais.

Por isso, precisamos valorizar a comunidade virtual que já temos, aumenta-la, incrementa-la, enriquecê-la. Não podemos nos dar ao luxo de nos ver e conversar apenas uma vez por ano.  Nosso tempo é muito curto. E precisamos recrutar gente nova para dar continuidade a esse esforço de preservação de memória e de renovação e compartilhamento de identidade. O Rubem Alves dizia que ele era crente porque um dia tinha sido. Nós podemos fazer melhor: conseguir que gente se torne manuelino sem nunca ter sido…

Já trocamos, em um mês e seis dias, 165 mensagens (com esta). Mas, na maior parte dos casos, as mensagens foram apenas comunicados – até de óbito. Não foram conversas reais, trocas de ideias, manifestações de emoção, de carinho, de “Filadélfia”, amor entre irmãos… Houve pouca “alegria” e pouco “regozijo” (“intensa sensação de prazer”, diz o dicionário para “regozijo”.

Minha Andacht de hoje é para que reflitamos sobre isso, pensemos por que temos usado esses mecanismos bem menos do que poderíamos para preservar nossas memórias e conservar, aprimorar, compartilhar e assim estender a nossa identidade de “Manuelinos” (coisas “boas” e “suaves”), para fortalecer nosso sentido de comunidade e para dar graças por estar vivos e poder desfrutar de nossas amizades.

Um abraço.

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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165) MENSAGEM 165

De: Jairo Brasil

Data: 20180806

Assunto: RE: [Manuelinos] Memória, Identidade, Comunidade, Ação de Graças

Eduardo,

Sua “Andacht” de hj, foi convincente e oportuna.

​Sair do seu encapsulamento usando as ferramentas avançadas de momento atual.

Parabéns.

Falei ontem com o Manuelino Luiz Correa que não irá ao nosso encontro em virtude de cirurgia em sua esposa, e seu estado convalecente, e tbm o financeiro (passagens de ultima hr são mais caras), nos desejou um excelente congraçamento.

Tbm falei com o Manuelino Jonas Alves da Silva, mora em Araguari, MG, já o visitei uns anos atrás, sua esposa c auzaimer, não tem c quem deixar, portanto não poderá estar conosco, infelizmente, mas nos desejou bons papos rsrsrs.

Se algum manuelino, após essa data decidir ir ao nosso encontro, como já disse o Eduardo, se comunique com a Elke Creem, quem sabe conseguimos uma vaga rsrsrs

É só rsrsrsrs

Um abraço a tds,

Jairo Brasil

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166) MENSAGEM 166

De: Célia Profeta

Data: 20180806

Assunto: Re: [Manuelinos]  Notas Históricas de Loyde Amália Faustini sobre a Caravana Evangélica Musical

Continue !! Historia precisa existir…

Célia

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167) MENSAGEM 167

De: João S. Carvalho

Data: 20180806

Assunto: RE: [Manuelinos] Memória, Identidade, Comunidade, Ação de Graças

Bom dia.

Comecei a leitura destes e-mails pela última mensagem, isto é, a do Jairo. Claro que, enquanto lia as notícias do Luiz Correa, Jonas Silva, e de suas respectivas esposas, lembrava: “Andacht” o que significa?

Agora, já sabendo, concordo com o Jairo: a meditação do Eduardo é  “convincente e oportuna” e, também bonita e inspiradora.

Vamos sentir a falta do Luiz, do Jonas e dos seus queridos, em nosso encontro no mês que vem.

Desejo ótima e breve recuperação para a esposa do Luiz (meu colega de classe) e forças redobradas ao Jonas, nos cuidados com sua esposa enferma.

Abraços.

João

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168) MENSAGEM 168

De: Célia Profeta

Data: 20180806

Assunto: Re: [Manuelinos] Poema “Os Tempos Mudam”, de Wilson de Castro Ferreira

O irmão dele vem aqui em casa e recita essas poesias ´para o meu marido…

Célia

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On Wednesday, July 11, 2018, 10:11:21 PM GMT-3, Eduardo Chaves <ec@jmc.org.br> wrote:

Comecei o dia com um brinde, termino com outro…

OS TEMPOS MUDAM

 “Quem dos males alheios tanto gosta
terá o seu bem cedo pelas costas.”

Nas garras adestradas de um bichano
Viu-se pobre ratinho, por má sorte.
Nada valeu ter pernas, pois o bote
Foi de mestre, sem erro ou leve engano.

Se dentada ferina, bem cortante
O prostrasse de vez ali, sem vida,
Não lhe teria a doer tanta ferida
Nem seria por fim tão humilhante.

Mas o felino matreiro e bem pirata
E por costume célebre sadista,
Finge deixá-lo só, perder de vista,
Para de um salto outra vez tê-lo entre as patas.

Sem tentativas de qualquer fugida
Fecha os olhos e aguarda já a sua hora.
Pois se é fatal que venha, sem demora
Tirar-lhe o sofrimento desta vida.

Momentos passam, como de um sonho
Acorda e vê da grande porta, ao alto
A tremer de pavor o mesmo gato
Seu algoz de inda há pouco medonho,

Percebe num relance o que se passa;
É que bem junto, ali  rangendo os dente
Insulta o gato em gestos insolentes,
um robusto e valente cão de raça.

Rev. Wilson Ferreira Castro

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Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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