Mensagens de 20180711 (070 a 077)

070) MENSAGEM 070

De: Eduardo Chaves

Data: 20180711

Assunto: [Manuelinos] Letra do Hino do JMC

Um presentinho para todos nós…

Os efeitos da luz nos surpreendem
Nestes campos banhados de sol.
Relvas, flores, campinas resplendem
Como as tintas de um claro arrebol.

Estribilho:

Luz é vida, esplendor, harmonia,
Saturemos nossa alma de luz.
Que seus dons seu encanto magia,
No Brasil se derrame a flux.

E a ciência qual sol ressurgindo
Luz, espelha e beleza em redor:
Esplendendo, saneando, fulgindo
Torna a vida mais bela e melhor.

Mas de vida mais alta ciência
Do evangelho se ostenta imortal.
De perene divina influência
Saneadora do mundo moral.

Sob o signo ouro azul do Cruzeiro
De fé viva um clarão irrompeu:
“Conceição” da verdade luzeiro,
Que em Jandira o amor acendeu.

(Joaquim S. Costa, 1967)

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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071) MENSAGEM 071

De: Jairo Brasil

Data: 20180711

Assunto: RE: [Manuelinos] Letra do Hino do JMC

Reflete nossa alma que passou pelo Jota…

Jairo

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072) MENSAGEM 072

De: Eduardo Chaves

Data: 20180711

Assunto: [Manuelinos] Primeiro Boletim da Associação de Ex-Alunos do Instituto JMC (1993)

[Transcrevo literalmente, mas com formatação diferente; alguns erros de digitação mais clamorosos eu corrigi, mas outros, mais inofensivos, deixei. EC]


BOLETIM DA ASSOCIAÇÃO ALUMNI/AE DO INSTITUTO JOSÉ MANUEL DA CONCEIÇÃO

Órgão Informativo dos “Ex-Alunos do J.M.C.”

Ano 1 – 1993 / nº 1


E D I T O R I A L

Vamos reabrir o Instituto José Manoel da Conceição?

Você é quem decide…

Queridos(as) colegas,

Estamos publicando este boletim para informar que estamos vivos e fundamos a associação Alumni/Ae (Ex-Alunos) do Instituto José Manuel da Conceição e já elaboramos e aprovamos os estatutos.

A Associação Alumni/ae terá por objetivo promover o congraçamento dos ex-alunos do JMC e maior relacionamento entre eles; apoiá-los com vista à valorização de suas ações; organizar cursos e outros eventos voltados para o desenvolvimento dos ex-alunos, ou de seus dependentes; desenvolver projetos que permitam resgatar a memória e aquele “ethos” peculiar ao Instituto José Manuel da Conceição.

Se vamos reabrir o Instituto José Manoel da Conceição? Isto quem vai decidir é você! A publicação da 1º Ata de fundação do Instituto José Manuel da Conceição, de 1928, na sua ortografia original, é para lembrar os ideais de seus fundadores como o rev. William A. Waddell, rev. Charles Roy Harper e outros.

Nós estamos com a coragem de sonhar, de ter esperanças e de ousas inventar novas utopias e vislumbrar um novo JMC voltado para o futuro. Um JMC ecumênico, democrático, humano e aberto para o próximo século XXI. Por isso, nós os desafiamos a reconstruir esse novo JMC. E isto vai depender de você, do seu compromisso, de sua abnegação e do seu amor.

O JMC é VOCÊ!

Associação Alumni/ae do J.M.C


D I R E T O R I A

Presidente: Assir Pereira
1º Vice-Presidente: Emilio Maciel Eigenheer”
2º Vice-Presidente: Elizeu Rodrigues Cremm
1ª Secretária: Lucy Guimarães
2ª Secretária: Isva Ruth Xavier
1º Tesoureiro: Leci Macedo Avelar
2º tesoureiro:  Ezequiel Roberti


C O N S E L H O   F I S C A L  

René Camargo Lucarelli
Javam Osias Laurindo
Abimael Lara
Décio Azevedo
Oswaldo Pinho
Martha Fautini Egg


H I S T Ó R I C O

1. Transcrição Ipsis Litteris do “Termo de Abertura do Conceição”

No dia 8 de fevereiro de 1928 reuniram-se no salão nobre do Acampamento do Mackenzie College, sito no km. 32 da Estrada de Ferro Sorocabana, o Rev. Dr. William Alfred Waddell, Rev. e Sra. Charles Roy Harper, Rev. R. F. Lenington e os Srs. Erêncio Victorino, Eduardo Pereira de Magalhães e Tuffy Elias, para a abertura das aulas do Curso Universitário “José Manuel da Conceição”.

Foi cantado o hino nº 26, dos “Psalmos e Hymnos”, um dos hinos prediletos do falecido Rev. José Manuel da Conceição.

O Dr. Waddell relembrou a ocasião em 7 de fevereiro de 1891, quando se reuniram na casa nº 1 da antiga rua S. José, hoje Líbero Badaró, o Rev. e Sra. G. W. Chamberlain, e, com 3 crianças, um menino branco, nº 1 da matrícula, depois o Rev. Álvaro Reis, uma menina branca e um menino preto, organizaram a Escola Americana de São Paulo.

Também a ocasião, no dia 8 de março de 1891, quando na sala do Rev. G. W. Chamberlain, na Rua Consolação em São Paulo, ele, Dr. Waddell, organizou o Mackenzie College, com três matriculados.

O Dr. Waddell passou a ler as passagens da Bíblia que foram lidas nas duas ocasiões supramencionadas, Ps. 121.1-8; 125.1-2; 127.1 e S. Mateus 7.24-27.

Foi feita oração pelo Rev. R. F. Lenington.

Pelo Rev. Dr. Waddell foi feito o histórico da conversão e o trabalho do Rev. José Manuel da Conceição, o primeiro brasileiro ordenado no Brasil; sua pregação desde o Rio de Janeiro até a cidade de Ponta Grossa no Paraná; suas viagens a pé, evangelizando bairros, vielas e cidades, e da influência que assim teve sobre a igreja nascente, fazendo dela uma igreja essencialmente missionária. Portanto nada mais próprio do que dar o nome desse pioneiro da evangelização a este Curso Universitário, cujo fito é o melhor preparo dos futuros evangelizadores da Pátria Brasileira.

Passou-se então a matrícula definitiva dos estudantes, na ordem de sua chegada ao estabelecimento, e foram declaradas abertas as aulas. Foi feita a seguinte distribuição provisória das matérias do curso: Dr. Waddell: Filosofia e Matemática; Rev. C. R. Harper: Grego e Ciências; Rev. Lenington e Dr. Motta Sobrinho: Latim e Português; Mrs. Harper: Inglês e Música.

No dia 13 de abril de 1928 o Curso foi honrado com a visita dos Revs. Alfredo Teixeira e Epaminondas, professores da Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente em São Paulo.

No dia 20 de abril de 1928 recebeu também a honrosa visita do Rev. Salomão Ferraz, pastor da Igreja Episcopal em São Paulo.

No dia 20 de junho de 1928 foi encerrado o primeiro semestre do ano letivo.

No dia 28 de junho foi aberto o segundo semestre do ano letivo de 1928, com 11 matriculados.

No dia 13 de julho de 1928 o Curso teve o prazer de uma visita do Rev. Stanley Jones, missionário-evangelista da Igreja Metodista na India, autor dos livros célebres “The Christ of the Indian Road” e “The Christ of the Round Table”, e do Rev. Erasmo Braga, Secretário da Comissão Brasileira de Cooperação, sob cujos auspícios o Rev. Jones fez uma viagem de evangelização à América Latina. Reunidos os estudantes e professores na capela, o Rev. Stanley Jones fez um breve mas altamente instrutivo discurso sobre o fato solene que, se a vida do ministro ou obreiro cristão não quadrar com seu ensino, este será em vão.

No dia 3 de agosto de 1928 houve mais uma honrosa visita ao Curso. É que neste dia lá estiveram os Revs. José Carlos Nogueira, Moderador da Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana do Brasil; Odilon Moraes, pastor da Igreja Independente do Rio e professor do Seminário Unido naquela capital; Vicente Themudo Lessa, redator da “Semana Evangélica”, órgão oficial da Igreja Presbiteriana Independente; e Herbert S. Harris, Secretario da “União Brasileira de Escolas Dominicais”.

1929 – Corpo docente: Dr. W. A. Waddell: Filosofia, História etc.; Rev. Motta Sobrinho — 1º Semestre: Português e Latim; Rev. C. R. Harper: Hebraico, Grego, Ética, Física; Mrs. C. R. Harper: Inglês e Música; Mrs. W. A. Waddell: Pedagogia.

Uma turma de cinco moços forma-se este ano, sendo os seguintes: Martinho Rickli, Eduardo Magalhães, Paulo Braga Mury, Adolpho Corrêa e Fernando Nanui.”

2. Ata nº 1 da Associação dos Ex-Alunos – Reunião de Organização
[transcrita de forma parcial em outra mensagem. EC]

ATA DA REUNIÃO DE ORGANIZADORES DA ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS – ALUMNI/AE DO INSTITUTO EDUCACIONAL “JOSÉ MANUEL DA CONCEIÇÃO”.

Aos vinte e um dias do mês de novembro de hum mil novecentos e noventa e dois (21/11/92),

Às onze horas  e trinta minutos, no quarto andar do edifício “Eduardo Carlos Pereira”, na rua Nestor Pestana, nº 152, na cidade de São Paulo, realizou-se a reunião acima referida, com a presença dos seguintes ex-alunos: Samuel Xavier, Loyde A. Faustini, Ruth Beatriz A. Arce, Martha Faustini, Flávio Xavier Gonçalves, Takashi Simizu, Inara  Lúcia Arce (filha da Ruth), Leci Macedo de Avelar, Carlos Gonçalves, José Salomão Pereira, Romilda M.P. de Sá, Rosely Rodrigues de Sá, João Rodrigues de Sá, Marisa de Sá Yamamoto (filha da aluna Eunice), Marly Ruth de Medeiros Cremm, Lucy Guimarães, Elizeu Rodrigues Cremm, Josué Xavier, Josemar Nascimento, Javan Ozias Laurindo, Paulo César Silva Rodrigues, Emílio Maciel Eigenheer, Oséas Gribeler, Assir Pereira, João de Souza Carvalho, Abimael Lara, Márcia Braga Carvalho, Demetria Rachel Paschoal, Annemarie Van Westering Gillissen, Renée Camargo Sucarelli, Décio de Azevedo, Oswaldo de Pinho Monteiro, Ezequiel Ruberti, Eunice Castro, Henriqur de Almeida Lara, Jairo Jacó, Lucilla Guimarães, Isva Ruht Xavier, Reinhold  Felippe Ortlieb e mais uma assinatura ilegível, totalizando 40 ( quarenta) pessoas. A reunião foi dirigida por Lucilla Guimãres com o auxílio de Isva Ruth dos Santos Xavier e mediação de Elizeu Rodrigues Cremm. Passou-se à discussão dos termos do Estatuto da  Associação, que, após os necessários debates, foi aprovado nos seguintes termos:

Associação dos Ex- Alunos – Alumni/AE – do Instituto Educacional José Manuel da Conceição.

ESTATUTOS SOCIAIS

CAPÍTULO I: DA DENOMINAÇÃO, SEDE, DURAÇÃO E OBJETO

ARTIGO 1º –  A Associação dos Ex- Alunos – Alumni/ae – do Instituto Educacional José Manuel da Conceição é uma entidade civil sem fins lucrativos, sem caráter político ou religioso, e com duração ilimitada, que congrega ex-alunos ( alumni/ae) do Instituto  José Manuel da Conceição (J.M.C.), tendo sede e foro na capital do Estado de São Paulo.

ARTIGO 2º – A Associação tem por objeto:

a) a promoção do congraçamento dos ex-alunos do J.M.C. e de maior relacionamento entre eles;

b) o apoio dos ex-alunos do J.M.C., com vistas à valorização de suas ações;

c) a organização de cursos e outros eventos voltados para o desenvolvimento dos ex- alunos do J.M.C. ou de seus dependentes;

d) o desenvolvimento de projetos que permitam, inclusive, resgatar a memória do J.M.C.

CAPÍTULO II: OS SÓCIOS, SEUS DIREITOS E DEVERES.

ARTIGO 3º- Fazem parte do quadro social da Associação as seguintes categorias de sócios:

a) Efetivos: os ex-alunos dos cursos regulares do J.M.C. presentes no ato de organização da Associação ou que a ela vieram se filiar depois, inclusive professores e funcionários;

b) Dependentes: os dependentes de sócios efetivos.

Parágrafo 1 – Os sócios efetivos contribuirão financeiramente para a manutenção da associação através da anuidade.

Parágrafo 2 – Os sócios não respondem, subsidiariamente, pelos encargos da entidade.

ARTIGO 4º- A Associação poderá conferir o título de Sócio Honorário a  pessoas ou entidades que, por relevantes serviços prestados, sejam merecedoras da honraria.

CAPÍTULO III – DA ADMINISTRAÇÃO

ARTIGO5º- A Associação  será administrada através dos seguintes orgãos:

a) Assembléia Geral;

b) Diretoria;

c) Conselho Fiscal.

Parágrafo Único – Os membros da diretoria e do conselho fiscal não receberão remuneração a qualquer título.

SEÇÃO 1: DA ASSEMBLÉIA GERAL

ARTIGO 6º – A Assembléia Geral é constituída por todos os Sócios Efetivos, sendo vedada a representação por procuração.

ARTIGO 7º – Compete á Assembléia Geral:

a) Eleger e a Destituir a Diretoria;

b) Eleger e Destituir o Conselho Fiscal;

c) Aprovar o relatório e as contas da Diretoria, ouvido o Conselho Fiscal;

d) Aprovar alterações no Estatuto da Associação;

e) Decidir sobre a extinção da Associação;

f) Adquirir bens.

ARTIGO 8º – A Assembléia Geral reunir-se-á ordinariamente uma vez por ano e será convocada, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, através de Edital enviado aos sócios e também afixado na sede da Associação.

Parágrafo 1º- Do Edital de convocação constarão a Ordem do Dia, o local, o dia e a hora de realização da Assembléia.

Parágrafo 2º – Nenhum assunto estranho á Ordem do Dia poderá ser objeto de deliberação pela Assembléia.

ARTIGO 9º – Cosiderar-se-á legalmente constituída a Assembléia, desde que compareçam, em primeira convocação, no mínimo um terço (1/3) dos Sócios Efetivos, cuja assinatura conste no respectivo livro de presença.

Parágrafo Único – Não sendo atingida o “quorum” em primeira convocação, realizar-se-á a reunião em Segunda convocação, meia hora após o horário determinado, com qualquer números de Sócios Efetivos presente.

ARTIGO 10º – A Assembléia Geral será presidida pelo Presidente da Associação e secretariada pelos seus secretários.

SEÇÃO 2: DA DIRETORIA

ARTIGO 11 – A Diretoria é o órgão administrativo da Associação e será constituída por um Presidente, dois Vice-Presidentes, dois Secretários e dois Tesoureiros, eleitos pela Assembléia Geral por um período de dois anos.

Parágrafo Único – No caso dos Vice-Presidentes, Secretários e Tesoureiros, o mais voltado dentre eles será o primeiro e o menos votado será o segundo.

ARTIGO 12 – Compete à Diretoria:

a) Administrar a Associação;

b) Elaborar programa anual de atividades, e executá-lo;

c) Elaborar e apresentar à Assembléia Geral o relatório anual, acompanhado do balanço geral, com parecer do Conselho Fiscal, bem como o Orçamento para o novo Exercício;

d) Entrosar-se com instituições públicas e privadas para mútua colaboração em atividades de interesse comum, bem como pleitear subvenções e ofertas;

e) Admitir, licenciar e demitir funcionários;

f) Elaborar seu Regimento Interno e submetê-lo à aprovação da Assembléia Geral;

g) Observar e fazer cumprir este Estatuto, o Regimento Interno e as resoluções da Assembléia Geral e do Conselho Fiscal;

h) Adotar todas as providências de caráter administrativo exigidas pelos Poderes Públicos;

i) Admitir Sócios Efetivados e seus Dependentes

j) Nomear quando necessário, qualquer comissão de caráter provisório.

ARTIGO 13 – A Diretoria reunir-se-á ordinariamente de 4 em quatro meses e, extraordinariamente, sempre que necessário.

ARTIGO 14 – Compete ao Presidente:

a) Convocar e presidir as reuniões da Diretoria;

b) Zelar pelo cumprimento destes Estatutos, do Regimento Interno e das resoluções da Assembléia Geral e do Conselho fiscal e cumprir as decisões da Diretoria;

c) rubricar todos os livros da Associação e assinar as Atas de Reuniões da Diretoria;

d) Assinar, com um dos Tesoureiros e o profissional competente, registrado no Conselho Regional de Contabilistas ou no Conselho Regional de Economistas, o Balanço Geral, e assinar o Relatório Anual encaminhando-os à Assembléia Geral;

e) Convocar e presidir as reuniões da Assembléia;

f) Assinar, juntamente com um dos Tesoureiros, cheques, ordens de pagamento e quaisquer outros títulos de responsabilidade;

g) Representar a Associação, ativa, passiva, judicial e extra judicialmente.

ARTIGO 15 – Compete aos Vice-Presidentes:

a) Substituir o Presidente em suas faltas e impedimentos;

b) Assumir o cargo de Presidente em caso de vacância, até o seu térmico;

c) Prestar colaboração ao Presidente.

Parágrafo Único – O Primeiro Vice-Presidente tem precedência sobre o segundo, para os fins do disposto neste artigo.

ARTIGO 16 – Compete aos Secretários:

a) Secretariar as reuniões da Diretoria e da Assembléia Geral e redigir as competentes atas;

b) Publicar todas as notícias das atividades da Associação, pelos meios convenientes;

c) Expedir avisos necessários para convocação da Assembléia Geral e do Conselho Fiscal;

d) Assinar toda a correspondência oficial e interna da Associação, com o Presidente conforme o caso;

e) Organizar e manter em ordem o arquivo de correspondência e quadro social;

f) Organizar, administrar e manter em ordem revistas, separadas, boletins, avisos e publicações de interesse da Associação e de seus membros.

Parágrafo Único – O Primeiro Secretário tem precedência sobre o segundo, para fins do disposto neste artigo, podendo eles, porém, distribuir tarefas entre si, conforme combinem.

ARTIGO 17 – Compete ao Tesoureiro:

a) Arrecadar e contabilizar as contribuições dos Sócios, rendas, auxílios, donativos, subvenções, mantendo em dia a escrituração, toda comprovada;

b) Pagar as contas das despesas autorizadas pela Diretoria

c) Apresentar Relatório de Receita e Despesa, sempre que solicitado pela Diretoria;

d) Apresentar, semestralmente, Balancete ao Conselho Fiscal;

e) Apresentar relatório Financeiro para apreciação da Diretoria e do Conselho Fiscal e aprovação da Assembléia Geral;

f ) Conservar sob sua guarda e responsabilidade o numerário e documentos relativos à Tesouraria, inclusive às contas bancárias;

g) Depositar, em nome da Associação, em estabelecimento bancário indicado pela Diretoria, as importâncias arrecadadas;

h) Assinar, juntamente com o Presidente, cheques e outros documentos financeiros;

i) Assinar Recibos de todas as importâncias recebidas.

Parágrafo Único – O primeiro Tesoureiro tem precedência sobre o segundo, para fins do disposto neste artigo.

SEÇÃO 3: CONSELHO FISCAL

ARTIGO 18 – o Conselho Fiscal será composto de 3 (três) membros, com seus respectivos suplentes, eleitos pela Assembléia Geral.

Parágrafo Único – O mandato do Conselho Fiscal será coincidente com a Diretoria.

ARTIGO 19 – Compete ao Conselho Fiscal:

a) Examinar livros e a escrituração da associação;

b) Apreciar o Balancete Semestral apresentado pelo Tesoureiro;

c) Apreciar e aprovar os Balanços e Inventários que acompanhem o Relatório Anual da Diretoria.

Parágrafo Único – O Conselho Fiscal reunir-se-á, ordinariamente a cada (6) seis meses e, extraordinariamente, sempre que necessário.

CAPÍTULO IV – DO PATRIMÔNIO

ARTIGO 20 – O Patrimônio da Associação  será constituído de bens móveis, imóveis, veículos, semoventes, ações, apólices de dívida pública, contribuições dos sócios, auxílios e subvenções em dinheiro ou em espécie.

ARTIGO 21 – Em caso de dissolução da Associação, os bens remanescentes serão destinados pela Assembléia Geral à entidade congênere ou de natureza assistencial, com personalidade jurídica, declarada de utilidade pública federal e/ou municipal.

CAPÍTULO V – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

ARTIGO 22 – A Associação será dissolvida por decisão da Assembléia Geral Extraordinária, especialmente convocada para esse fim, quando esta julgar, por decisão da maioria absoluta, dos Sócios Efetivos, que é impossível a continuação das atividades da Associação.

ARTIGO 23 – Os presentes Estatutos poderão ser reformados, no todo ou em parte, por decisão da maioria absoluta dos Sócios Efetivos, em Assembléia Geral Extraordinária especialmente convocada para esse fim, e as alterações entrarão em vigor a partir da data  de seu registro em cartório.

ARTIGO 24 – Os Casos omissos nos presentes Estatutos serão resolvidos pela Diretoria, “ad-referendum” da Assembléia Geral.

ARTIGO 25 – Fica eleito o foro da Comarca da Capital de São Paulo para qualquer ação fundada nestes Estatutos.

São Paulo, 21 de Novembro de 1992


H I N O   D O   I N S T I T U T O   J M C
[Já transcrito em outra mensagem. EC]

Os efeitos da luz nos surpreendem
Nestes campos banhados de sol.
Relvas, flores, campinas resplendem
Como as tintas de um claro arrebol.

Estribilho:

Luz é vida, esplendor, harmonia,
Saturemos nossa alma de luz.
Que seus dons seu encanto magia,
No Brasil se derrame a flux.

E a ciência qual sol ressurgindo
Luz, espelha e beleza em redor:
Esplendendo, saneando, fulgindo
Torna a vida mais bela e melhor.

Mas de vida mais alta ciência
Do evangelho se ostenta imortal.
De perene divina influência
Saneadora do mundo moral.

Sob o signo ouro azul do Cruzeiro
De fé viva um clarão irrompeu:
“Conceição” da verdade luzeiro,
Que em Jandira o amor acendeu.

(Joaquim S. Costa, 1967)


P E N S A M E N T O S

Os sete pecados responsáveis pela decadência social:

Riqueza sem trabalho,
prazeres sem escrúpulos,
conhecimento sem sabedoria,
comércio sem moral,
política sem idealismo,
religião sem sacrifício e
ciência sem humanismo.

[Mahatma Gandhi]

“As coisas foram feitas para serem usadas, as pessoas para serem amadas.”

[Martin Buber]

“Onde há morte, há esperança.”

[Nota da Federação Mundial de Estudantes Cristãos]

“Quem trabalha mata a fome,
Não come o pão de ninguém.
Mas quem ganha mais do que come,
sempre come o pão de alguém.”

[Novela Renascer, Padre Lívio]


N O T Í C I A S

Assembléia. A Assembléia Geral dos alunos do JMC será realizada em 28 de agosto deste ano, na Primeira Igreja Presbiteriana Independente, na rua Nestor Pestana, 136, em São Paulo, capital, apartir das 9;30 horas.

Natal. Haverá uma audição de Natal no dia 4 de dezembro próximo na rua Nestor Pestana,136. Maiores informações na Assembléia

Contribuições. As contribuições trimestrais ( equivalentes a US$ 10,00) dvem ser depositadas em nome de: Leci Macedo Avelar e/ou Assir Pereira, no Banco Real, conta corrente 6-704.001-0, Agência 088 – São Paulo, SP

Reciclagem para pastores. Estamos programando para janeiro ou março/94 um seminário para pastores e obreiros, com professores importantes e internacionalmente respeitados. No próximo Boletim já estaremos fornecendo todas as informações.

R E S P O N S Á V E L   P E L O  B O L E T I M

Takashi Shimizu

Endereços provisórios da Associação
Rua Artur de Azevedo, 1007
02452-060 São Paulo SP
Tel.: (011) 290-1210

Rev. Assir Pereira (Presidente)
Rua Caraibas,1206, apto 13
05020-030 São Paulo SP
Tel.: (011) 65-4653

Isva Ruth Xavier (2ª Secretária)

Produzido por Traço a Traço Editorial Ltda.
Tel.: (011) 222-0501

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Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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073) MENSAGEM 073

De: Eduardo Chaves

Data: 20180711

Assunto: [Manuelinos] Terceiro Boletim da Associação de Ex-Alunos do Instituto JMC (1997)

[Aparentemente estão faltando trechos deste Boletim, em especial o Editorial, ao qual se faz referência em outras partes do texto. Embora se explicite que este é o Terceiro Boletim, falta também a data exata, que eu presumo ser o final de 1997, pelas referências ao Natal próximo e ao culto de comemoração dos 70 anos da fundação do JMC, que se deu em Fevereiro de 1998. Faz-se referência também a um Encontro dos Manuelinos em Jandira, acontecido anteriormente, mas não se fornece a data. Presumo (com base no que relato adiante) que tenha sido em Junho de 1997, mas não estou absolutamente certo. Vou verificar se consigo determinar a data com precisão a partir de outros arquivos. Não localizei o texto do Segundo Boletim. O Primeiro Boletim, transcrito na mensagem anterior, data de 1993. Se a data deste Terceiro Boletim é efetivamente um pouco antes do Natal de 1997, decorreram cerca de quatro anos entre o primeiro e o terceiro, ficando o segundo em algum lugar no meio. O Quarto Boletim, transcrito aqui nesta lista em mensagem anterior, de 1º de Julho de 2018, data do início de 1998, pois faz referência à comemoração, em futuro próximo, dos 70 anos da fundação do JMC (que se deu em Fevereiro de 1998). E, conforme já relatei aqui, em outra mensagem, participei de um Encontro dos Manuelinos em Junho de 1998, apresentando um pequeno trabalho sobre “Memória e Identidade”. Tenho certeza de que eu participei apenas de um Encontrona Sala da Câmara Municipal em Jandira e que este Encontro foi em Junho de 1998. Assim, o que é aqui relatado neste Terceiro Boletim deve ter se realizado em 1997 – provavelmente, também em Junho. Novamente, transcrevo literalmente o texto que tinha em arquivo, mas com formatação diferente. Alguns erros de digitação mais clamorosos (e havia vários, inclusive no nome das pessoas) eu corrigi, mas outros, mais inofensivos, deixei. EC]


BOLETIM DA ASSOCIAÇÃO ALUMNI/AE DO INSTITUTO JOSÉ MANUEL DA CONCEIÇÃO

Órgão informativo dos “Ex-Alunos do J.M.C.”

Ano ? – 1997 ? – nº 3

FELIZ NATAL E UM ABENÇOADO ANO NOVO

“Quem nasceu uma vez em Maria, nasce cada dia em nós” (São Jerônimo)

Esta é a mensagem que a ASSOCIAÇÃO ALUMNI/AE DO INSTITUTO JOSÉ MANUEL DA CONCEIÇÃO proclama a todos os manuelinos neste Natal que está para chegar.

O Natal é um mistério de fé. No Natal nasce o amor. Do Natal brota a justiça. O Natal anuncia a salvação dos homens. E, por isso, celebrar o Natal de Jesus é celebrar a vida!!

O Pequeno Grande Homem: Fernando Buonaduce

Esta epígrafe invoca o talento e a polifórmica inteligência do Rev. Prof. Fernando Buonaduce.

Nós manuelinos, nunca esqueceremos desse mestre singular.

Lecionou Matemática, Geografia e Latim para minha turma de 52.

Varão de pequena estatura, mas grande no seu saber, no seu carácter, na sua piedade, na sua mansuetude. Era de temperamento extrovertido, tinha a eloquência ciceriana e cativante simpatia.

Encantava com a graça de sua oratória quer acadêmica quer religiosa. Por tudo isto e mais que isto merece o nosso encômio.

 “Nascido em São Paulo, em 21 de Março de 1910, filho de Fernando Buonaduce e Imaculada Cozzolino Buonaduce. Iniciou seus estudos no primeiro Grupo Escolar do Brás e na Escola Profissional Masculina da Capital, onde fez pintura. Estudou também no Liceu de Artes e Ofícios e no Colégio Mackenzie, de onde, sob os cuidados da Missionária Miss Naney R. Holt, foi encaminhado para o instituto “José Manoel da Conceição”, em 1933. Alí fomos colegas de classe durante cinco anos.

Terminados os estudos no Conceição, cursou a Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, completando seu bacharelado em Teologia, na Faculdade de Teologia da Igreja Metodista do Brasil. Fez também o seu bacharelado em letras clássicas, na Faculdade de Filosofia São Bento, atual PUC de São Paulo, tendo concluido a sua licenciatura, na Faculdade de Filosofia , Ciências e Letras USP.

Provisionado Pastor pela Igreja Metodista do Brasil, trabalhou nas Igrejas de Tucuruvi, Moóca, Ipiranga, Itaim e Osasco. Tendo-se transferido para a IPIB, cuidou das seguintes Igrejas: Jardim Piratininga, Cipava, Jardim Quitaúna, Helena Maria e Quinta Igreja, Presidente Altino.

Como professor deu sua grande colaboração ao “Instituto José Manoel da Conceição”, lecionando por muitos anos Geografia, Latim, Matemática, Desenho, História. Ao lado do Ministério Evangélico e do magistério no “Conceição”, também lecionou em diversas Escolas da Capital e de Osasco. Foi também jornalista, tendo iniciado as suas atividades na revista infantil “O BEM-TE-VI”, da qual foi Diretor durante 22 anos.

O Rev. Buonaduce foi casado em primeira núpcias, com Angelina Guerra Buonaduce com quem teve uma filha chamada Nancy e em segunda núpcias com Lídia Moraes Buonaduce, com quem teve os seguintes filhos: Dario, Cláudio, Lysias, Lydia Beatriz e Eneida.

Era expansivo, extrovertido, falava fluentemente, tendo feito durante a vida inúmeras palestras sobre Amor, Namoro, Noivado e Casamento, sempre com muito agrado por parte dos jovens, especialmente.

Cumpriu sua missão na terra ao longo dos 76 anos de vida. Antes de falecer, realizou um de seus sonhos mais queridos: visitar a Terra Santa. No último encontro que tive com ele, falava entusiasmado da viagem que havia feito à Palestina, prometendo mostra-me alguns “slides” e filmes trazidos, como recordação. Isto não se realizou, pois no Domingo, 27 de Abril, deixou-nos para sempre”.

“Preciosa é à vista do Senhor a morte de seus Santos” Sl. 116:15.

Cumpre-me registrar que, o texto que está entre aspas é do amado e inesquecível Rev. Prof. Renato Fiuza Teles. É de certa forma uma homenagem póstuma à brilhantíssima inteligência desse preclaro Mestre vocacionado Pastor, e inspiração duradoura do ministério de seus alunos. Ademais, homem de caráter ilibado e que honrou o ministério, a família e a cultura.

Rev. Daniel Mariano da Silveira.

10º Encontro de Ex-Manuelinos em Jandira

Os ex-alunos e ex-funcionários se reuniram alegres, cheios de saudades, no salão da Câmara Municipal de Jandira (antigo refeitório), um belo salão, gentilmente cedido pelas autoridades municipais, e reviram as antigas dependências do “J.M.C.” em Jandira, hoje sede da Prefeitura e seus vários departamentos.

Tivemos a presença de uns 70 manuelinos, mais os familiares e muitos visitantes, chegando a 150 pessoas.

Realizamos um programa cívico-religioso sob a direção do ex-aluno Nei de Carvalho. Seguiu-se:

* Reflexão pelo Rev. Cilas Rissardi (ex-aluno) assessor do Prefeito de Osasco e Pastor da I.P.I. de Vila Yara, em Osasco. Também cantou um lindo hino.

* O coral “Evangelina Harper”, formado pelos ex-alunos, cantou alguns hinos sob a regência de Josemar Lopes Guimarães (ex-aluno) e, como organista, tivemos Dalila Alcântara Fernandes que, no passado acompanhou as programações musicais do “J.M.C.”. (Com entusiasmo foi cantado o hino do “Conceição”. Quem não se lembra com emoção!).

* Os representantes da autoridades municipais saudaram carinhosamente os presentes e expressaram haver expectativas e grande esperança de a Associação vir colaborar na cultura e educação, oferecendo ajuda à comunidade jandirense.

* Nas saudações ouvimos o Presidente da Associação, Takasi Simizu, muito idealista, desejoso de executar muitos projetos pela Associação.

* Foi muito bem vinda a palavra de Charles Roy Harper Jr, revivendo a história e vários episódios nos tempos de seus pais, Rev. Harper e D. Evelina Harper, que ajudaram com dedicação a obra educacional do Instituto José Manoel da Conceição.

* Na composição da mesa tivemos a presença do Rev. Olson Pemberton, muito querido, grande amigo e conselheiro que foi dos ex-manuelinos.

* Em nossos encontros temos feito um mural de fotografias, cartas, depoimentos recebidos de ex-alunos. ( Solicitamos que enviem para essa exposição mais fotos, flâmulas, revista, etc.).

A Associação

A Associação tem muitos projetos educacionais, culturais e a instalação da “Casa da Memória” em Jandira. Para viabilizar essa instalação, está sendo encaminhado um projeto de lei à Câmara Municipal, com o apoio de Senhor Prefeito Municipal, para ceder em regime de comodato o prédio, onde funcionou o antigo salão de cultos, hoje é a Divisão de Cursos da Prefeitura. Pretende também, a Associação, organizar uma biblioteca que estará a disposição do povo de Jandira.

Para que a Associação prossiga nos seus objetivos, a Diretoria e Conselho Administrativo desejam contar com o apoio dos ex-alunos, que passem a se interessar pela Associação, de como poderão ajudar, diante do potencial que cada um dispõe.

Desejamos ter um referencial em Jandira e perpetuar a memória de um renomado colégio evangélico que tanto contribui para a formação cultural, espiritual e propiciou oportunidades aos ex-alunos de serem abençoados na vida como pastores, profissionais liberais, professores e muitos intelectuais.

Damos graças a Deus porque tivemos um colégio tão histórico na vida da Igreja, na vida nacional e no evangelismo pátrio.

(Isva Ruth Xavier, Membro da Diretoria da Associação)

Expediente

Boletim da Associação Alumni/ae do Instituto José Manoel da Conceição

Diretoria (biênio 1997-1998)

Presidente: Takasi Simizu
Vice-Presidente: João Rhonaldo de Andrade
1ª Secretária: Sueli Cavalcanti Jardim
2ª Secretária: Lecy Macedo Avelar
Tesoureira: Isva Ruth dos Santos Xavier

Conselho Fiscal

Aracy Ferreira Grillo
Dinayde Ferraz
Elizeu Rodrigues Cremm
Emílio Maciel Eigenheer
Lucilla Guimarães
Ney da Costa Carvalho
Paulo Cusiuc

Assessoria Jurídica:

Lucy Guimarães

Assessoria de Comunicação e Informática:

Eduardo Oscar de Campos Chaves

Editoração Eletrônica

Adonai Idéias & Negócios
Telefax: 264.4358

Correspondência:

Rua Pe. Cerdá, 358 – São Paulo – Cep 05448-050

Anuidades e Contribuições:

Bradesco – ag. 0422-7 c/poup. 7782058-2
Notícias Gerais

CULTO “IN MEMORIAM” AOS 70 ANOS DA FUNDAÇÃO DO JMC

Mais uma ênfase à chamada de nosso editorial. Os preparativos para aquela data continuam, e desejamos que seja uma grande e bonita festa a comemoração dos 70 anos de fundação do Instituto José Manoel da Conceição.

COMISSÃO DE LITURGIA sob a responsabilidade do Rev. Elizeu Rodrigues Cremm. Venham, tragam seus familiares, convidem amigos para juntos agradecermos pelo que foi e significou o Jota.

DIA 7 DE FEVEREIRO DE 1998, às 15:00 horas no templo da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, à rua Nestor Pestana,136 – Consolação, nesta capital

VIADUTO JOSÉ MANOEL DA CONCEIÇÃO

Foi com muita alegria e emoção que assistimos no dia 16 de agosto p.p. à partir das 15:00 horas em Jandira a festa de inauguração do Viaduto José Manoel da Conceição com a presença de autoridades civís e militares.

A placa inaugurativa foi descerrada  pelo prefeito de Jandira, Sr. Brás Paschoalin e pelo governador do Estado Sr. Mário Covas, que ressaltaram a necessidade e importância da obra tendo em vista a segurança dos munícipes. Para nós manuelinos, cremos que a importância seja bem maior. A “ponte” do passado renasce como viaduto para a realização de uma obra muito mais valiosa. O povo e principalmente as autoridades políticas de Jandira reconhecem pública e definitivamente a importância do Conceição naquela região e abrem suas portas para nossa Associação.

A responsabilidade de realização depende da união e do trabalho de todos nós.

INTERNET

Enfatizamos a chamada em nosso editorial para nossa presença na internet. Precisamos de material. Contribua para que possamos resgatar, o mais que pudermos, a história de nosso Conceição.

O domínio da Associação é http://www.jmc.org.br. Queremos enfatizar que o uso da Internet está sendo implementado pelo nosso colega Eduardo Chaves (1961-1963).

CORRESPONDÊNCIAS E AGRADECIMENTOS

Acusamos o recebimento das seguintes correspondências e agradecemos os cumprimentos de todos.

* Jaime Wright respondendo à consulta feita pelo nosso presidente.

* Elias Medeiros (Cobrinha) informando os contatos que fez através de nossa listagem enviada a todos, e enviando-nos notícias de seu ministério no Alto Jequitibá.

* Efraim Diniz  solicitando fotos dos formandos de 1958. Se algum manuelino possuir esta foto, enviar para encaminharmos ao Efraim uma cópia e colocarmos em nosso arquivo.

* Gostariamos de registrar aqui nosso profundo agradecimento ao Jornal BRASIL PRESBITERIANO pela publicação da matéria “Ex-Alunos do Instituto José Manoel da Conceição reunem-se em Jandira” (ano 38, nº 515, PAG.8)

FALECIMENTOS

Queremos registrar o falecimento de pessoas do nosso convivio:

* Rev. Adauto Araújo Dourado
* Dª Romilda Rodrigues Sá


NOTA ESPECIAL

Temos confirmada a presença do Rev. Charles Roy Harper Júnior na festa de comemoração dos 70 anos de Fundação do Instituto José Manoel da Conceição.

ATUALIZAÇÃO DE ENDEREÇOS

Roberto Bueno Sobrinho:
Caixa Postal 23- São Pedro
Cep 13520-000

Eber Ferrer
Via Carlo Zucchi,25 – 00165
Roma Itália

Dorival Xavier:
R. Aimberê, 607 ap.7
Perdizes Cep 05018-010 – SP

Edwald Valim:
R. João de Luca Neto, 33 – Cep 13995-000
Sto Antonio do Jardim – SP

Marcos de Moraes Lacerda:
R. Odilon Braga, 625 ap.01 – Cep 30310-390
Belo Horizonte – MG
CONTA BANCÁRIA

Lembramos a cada manuelino a necessidade de sua contribuição para os trabalhos da Associação.

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Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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074) MENSAGEM 074

De: Eduardo Chaves

Data: 20180711

Assunto: O Enigma dos Boletins do JMC 🙂

Na mensagem anterior, que contém o Terceiro Boletim da Associação dos Ex-Alunos do JMC, eu tentei esclarecer a questão do número e das datas dos Boletins, com base em arquivos digitais que possuo. Não satisfeito com o fato de que não consegui esclarecer, fui fuçar numas caixas velhas que possuo e encontrei alguns Boletins impressos (isto é, “imprimidos” ou “printados” com impressora pessoal). Vou ver se consigo esclarecer um pouco mais a questão – sabendo que posso deixa-la ainda mais confusa.

Tenho, impressas, duas cópias do Boletim no 1, que faz referência ao “Ano I” (e que contém digitado, na frente de “Ano I”, 1993). O primeiro ano dos Boletins, portanto, é 1993 e eu tenho o Boletim no 1 na íntegra. O texto que foi publicado aqui na Lista  nesta data (11/07/2018), como Mensagem 072, está basicamente completo, embora tenha vindo de um arquivo digital. (Há, na cópia impressa que eu tenho, algumas correções feitas a mão e a máquina, que vou conferir depois).

Tenho, também impressa, uma cópia do Boletim no 4, que se rotula “Jornal do JMC”, mas se descreve como “Órgão da Associação Alumni/ae do Instituto José Manuel da Conceição”, que se atribui a referência “Ano II”, mas contém, explícita, a data de Fevereiro de 1998. Este Boletim, que tem oito páginas impressas, basicamente corresponde ao texto do Boletim no4 transcrito aqui na Lista, em 01/07/2018, como Mensagem 021. (Há pequenos ajustes de titulação, que vou acertar, posteriormente, no texto aqui disponibilizado.)

Não encontrei cópia impressa do Boletim no3 [vide observação abaixo, parágrafo começando com “Por fim”]. Mas tenho o arquivo digital, que transcrevi aqui, nesta data, de 11/07/2018, como Mensagem 073. Meu sistema de arquivos indica que o arquivo que contém esse boletim foi gerado em 02/12/1997, às 18h55. Confirma-se, portanto, minha conclusão de que o Boletim no3 foi redigido e distribuído no final de 1997, antes do Natal. E faz sentido convocar o pessoal para o Culto de 70 Anos da fundação do JMC (que foi em Fevereiro de 1998). Como indiquei no preâmbulo ao texto, parece que estão faltando alguns trechos, como o Editorial. Continuarei a procura-los.

Mas a boa notícia é que achei uma cópia impressa de umBoletim no2, que, entretanto, se atribui a referência “Ano 5” (!) e não contém data explícita. Esse Boletim começa com um Editorial que tem o título “Vamos Comemorar o 70oaniversário do JMC? Você é o convidado!”. Isso quer dizer que esse Boletim no2 é anterior a Fevereiro de 1998, data em que se comemorou o 70oaniversário da fundação do JMC. Aqui há uma incongruência entre o Boletim no2, que se atribui o Ano 5, e o Boletim no4, que se atribui o Ano 2. O importante, porém, é que o Boletim no2 é anterior ao 70oAniversário da fundação do JMC. Mas há mais. Numa seção intitulada Programação, o Boletim no2 informa que em 21/06/1997 vai haver o “Encontro Anual dos ‘Manuelinos’”, e esclarece: “Às 9h30, no antigo Jota, hoje Prefeitura Municipal de Jandira”, . . . seremos recebidos pela Secretária Municipal de Cultura, seguindo-se churrasco que nos será oferecido”. Isso deixa claro qual foi foi a data exata do Encontro dos Manuelinos que aconteceu em Junho de 1997 (ao qual eu não pude comparecer), cuja programação é relatada no Boletim no3 (o chamado “10oEncontro dos Manuelinos em Jandira”.  Assim se confirma minha presunção de que houve um Encontro dos Manuelinos em Jandira, no Sábado, 21 Junho de 1997 (do qual eu não participei), e outro no Sábado, 20 de Junho de 1998 (do qual eu certamente participei),que eu relato na Mensagem 020desta lista, publicada aqui em 01/07/2018. O Boletim no02 tem seis páginas e eu pretendo digita-lo para compartilha-lo aqui nesta lista.

Por fim, encontrei ainda um outro boletim impresso, que se atribui “Ano 5”, mas não fornece data, e afirma ser Boletim no13. Comparando o texto dele com o texto que publiquei aqui como do Boletim no3(indicando que estava incompleto), concluí que o Boletim no3 Digitalé o mesmo Boletim no13 Impresso– e que este contém os trechos que faltavam naquele. Por isso, vou digitar as partes que faltam e acrescentá-las ao Boletim no3que foi transcrito aqui.

Assim, estão resolvidos os principais problemas relativos aos Boletins. Houve apenas quatro e, quando eu acrescentar o texto do Boletim no2 e o que falta do Boletim no03 aqui nesta lista, os quatro Boletins estarão disponibilizados na íntegra.

É isso, por enquanto.

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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075) MENSAGEM 075

De: Eduardo Chaves

Data: 20180711

Assunto: Notas Históricas de Loyde Amália Faustini sobre a Caravana Evangélica Musical

[Este texto foi escrito pela Loyde Faustini em Janeiro de 1998 para distribuição junto da Ordem de Culto do Culto de Celebração dos 70 Anos da Fundação do JMC.]

“Cantai com harpa louvores  ao Senhor, com harpa e voz de canto” (Salmo 98.5)

A história da Caravana Evangélica Musical e do papel da música nas atividades do Instituto “José Manoel da Conceição” estão intimamente ligados à vida de Dª. Evelina Harper nesse educandário e de seu amor e dedicação a esse ministério pioneiro e que viria a influenciar muitas pessoas. Queremos aqui dar uma visão geral desse trabalho como uma forma de homenagem a seu esforço desbravador e que ainda hoje fala aos corações dos que participam do canto coral das nossas igrejas evangélicas em geral.

Origens

Dª. Evelina mesma relata em carta a João W. Faustini, as origens do coral que tornou o Conceição tão conhecido pelas igrejas por onde ele passou. Em 1928, logo após a fundação do Colégio, ela organizou o primeiro coro com 11  rapazes matriculados naquele ano. No ano seguinte, acrescido de outros alunos, o coral participou da primeira formatura de alunos do Conceição. Embora admitidas a partir de 1930, as moças começaram a participar em 1933, dos programas de formatura.

Quando em férias nos Estados  Unidos, em 1938, Dª. Evelina teve oportunidade de tomar aulas com o Dr. Williamson, e de participar do famoso coral do Westminster Choir College, em Princeton. Isto muito a influenciou e deu-lhe uma nova visão do que devia ser a música sacra coral. A seguir, matriculou-se em diversos cursos com o Dr. Kelly, em San Anselmo e teve aulas de canto com Mrs. Kelly. No início de 1939, antes de voltar ao Brasil, o casal Harper juntou-se ao coral da escola para uma excursão a diversas igrejas. Esta experiência, segundo Dª. Evelina, inspirou a idéia da Caravana Evangélica Musical para o futuro do JMC e serviria para motivar as igrejas brasileiras para um novo conceito da utilização poderosa da música nos cultos das igrejas evangélicas.

Ao chegar de volta ao Brasil, Dª. Evelina recomeçou com o coro para verificar o que poderia ser feito ainda, naquele ano. É aqui começou a CEM, diz ela, embora só no ano seguinte tenha aparecido o nome que a tornaria conhecida. Nesse ano, utilizando os fins de semana, a programação incluiria visita a Sorocaba para participar do Sínodo da Igreja Presbiteriana e da Igreja Presbiteriana Independente, visita ao Hospital Evangélico da cidade e, em São Paulo, a Fellowship Church, Igreja Unida, Igreja Presbiteriana Independente de Osasco, 1ª Igreja Presbiteriana Independente, Igreja Metodista Central e programa da Rádio Cruzeiro do Sul. Ao apresentar relatório ao Board of Foreign Mission and Central Brazil Mission, no final desse ano, Dª. Evelina comenta:

“(…) O coro de 50 vozes foi um verdadeiro prazer. Este ano admitimos novos alunos e a maioria dos componentes do coro era novo. O progresso durante o ano foi surpreendente. No fim do ano  eles estavam cantando notavelmente bem, considerando sua pouca experiência. Este ano o coro fez diversas viagens de fins de semana, visitando igrejas na Capital e próximas a São Paulo. Desde julho, o coro cantou de 1 a 4 hinos especiais, em 29 cultos, participou de 2 programas lítero-musicais e da “Hora Espiritual”, de um programa de rádio, em São Paulo.

As viagens beneficiaram tanto as igrejas como o JMC, e foi de valor especial aos próprios estudantes, não apenas espiritualmente, mas também, culturalmente. As duas viagens mais importantes foram a Sorocaba, por ocasião da reunião do Sínodo Meridional da Igreja Presbiteriana, e a Campinas, para participar da festa de aniversário do Seminário. (…)”

Mais adiante Dª. Evelina externa sua preocupação principal com o coro ao dizer: “(…)  Tão importante quanto ter bons corais nas igrejas, coros que cantem a mensagem para a congregação que participa de audições piedosas, estamos muito ansiosos para que os estudantes obtenham  uma clara visão da parte vital que a música pode ter no culto e estejam equipados para fazer do canto congregacional também o que ele deve ser. (…)”

Sobre o trabalho apresentado pela CEM nas igrejas por ela visitada, os comentários feitos pelo Diretor do jornalzinho O Mundo Cristão, prof. Ernesto Thenn de Barros, em agosto de 1941, dão uma exata visão do seu significado aos presentes.

“(…) Em junho p.p. tivemos o privilégio de ouvir várias vezes a Caravana Musical do Curso Conceição, esplêndido conjunto coral sob a direção de uma alma de artista que é a professora Evelina Harper. (…) Unindo o útil ao agradável, a Caravana Musical mimoseou as diversas igrejas evangélicas da Capital Federal com tocantes audições corais, sendo recebidas ofertas dos assistentes para custear a viagem dos cantores que assim, tiveram o ensejo de visitar  a admirável Guanabara.

Magnífica profunda foi a impressão causada pela audição da Caravana Musical realizada domingo pela manhã, na hora do culto, na Igreja Presbiteriana do Rio. O ambiente da majestosa Catedral

Presbiteriana prestava-se para realçar a arte e piedade dos cantores. Como prelúdio coral, ouviu-se o hino “Deus está no Templo”, cantado na galeria. Momentos depois, no maior silêncio, dava ingresso na nave, uma procissão dos coristas, dois a dois, primeiro as moças, trajadas de branco, depois os rapazes, em trajes escuros. Ao penetrarem no corpo da igreja entoaram o intróito “da Igreja o Fundamento é Cristo”. Em passos lentos e comedidos, iam cantando, em ritmo sereno solene. O intervalo entre as quadras do hino era marchado com as passadas dos cantores ao caminharem. Quando chegaram ao fundo do templo, subiram em passos ritmados os degraus do estrado e vieram colocar-se, tranqüilamente, diante das filas de cadeiras ali dispostas, onde terminaram o Cântico Após oração de invocação dirigida pelo ministro, o coral cantou diversos hinos. Feito um silêncio, a fim de não quebrar augusta impressão do ambiente, criado pelo canto, a um imperceptível sinal da regente, sentaram-se os cantores, com naturalidade e modéstia. A liturgia nessa ocasião constou de leituras bíblicas, orações e coros. Não houve sermões, nem fez falta. O programa da Caravana apresentou músicas sacras, com palavras da mais genuína inspiração cristã e artística. Cada cântico era uma elevação espiritual. Por exemplo, o coro “Pois assim amou Deus ao mundo que deu seu Filho unigênito…” cantado com profundo sentimento e convicção, dava uma impressão de tamanha realidade que calava mais do que um belo sermão.

Sabem que a dicção dos cantores fosse excelente, contribuiria para maior edificação se os ouvintes pudessem seguir os cânticos, tendo em mãos o texto completo dos coros, impresso ou mimeografado. Parece-nos que tudo o que se canta na igreja deve ser posto ao alcance da compreensão do crente, por meio de folha avulsa, de modo que ele não se deixe embalar pela música, mas, adira de coração ao sentido das palavras.”

Togas

Foi em 1942 que a CEM começou a  utilizar, pela primeira vez, as togas para a apresentação nos cultos. O maestro Albert Ream, que nessa época trabalhava como missionário na Igreja Metodista e que tentou usar togas no seu coral, recebeu algumas críticas desagradáveis. Porém, Dª. Evelina relata: “(…)  pelo menos as nossas togas foram as primeiras a viajar através do Brasil e, até que eu saiba, encontramos somente comentários favoráveis (…)”

Essas primeiras togas foram o resultado da visita de um casal de uma igreja da Califórnia que se prontificou a providenciar o dinheiro para adquiri-las. De modo geral, pois, houve boa aceitação e compreensão das igrejas do significado dessa vestimenta dos coristas para o culto.

A CEM, sob a regência de Dª. Evelina chegou a gravar dois discos em rotação 78, pela Continental. No primeiro encontramos os seguintes hinos: “Tuas obras te coroam” e “Saudai o nome de Jesus”, com o Orfeão do Curso do Curso “José Manoel da Conceição”, possivelmente, de 1941. E, no segundo, “Jesus, Pão da Vida”, “Louvor”, “Que precioso sangue” e “Amém Tríplice”, com a Caravana de 1950.

Ao examinarmos os programas da CEM, verificamos que Dª. Evelina esteve à frente do coral de 1940 (a 1º viagem) até 1945 (a 6º viagem). Após novas férias fora do Brasil, Dª. Evelina retomou as atividades do coral em 1948 (a 7ª), sua última viagem. Então, ela comenta: “(…) O que me fez, realmente feliz em tudo isso sobre esses coros, foi ter realizado seu objetivo de apresentar uma mensagem espiritual. (…)”

É interessante observar que durante essas sete viagens sob a direção de Dª. Evelina, a CEM viajou por sete estados brasileiros e visitou 27 cidades em São Paulo, 2 no Rio de Janeiro, 12 em Minas Gerais, 5 no Paraná, 3 em Goiás e 7 em Santa Catarina. Considerando que a Caravana cantava em todas as igrejas evangélicas das cidades visitadas, em praças públicas, hospitais, teatros e programas de rádio, o número de pessoas que ouviram as mensagens dos hinos deve ser bem grande.

O Continuador: João Wilson Faustini

A partir de 1950, João Wilson Faustini começou a substituir a liderança de Dª. Evelina na direção da CEM, primeiro como aluno e depois, como professor e continuador de sua obra. Nesse ano, na 8ª viagem da Caravana, doença impediu Dª Evelina de viajar e o João assumiu pela primeira vez o trabalho e conduziu um grupo de 11 rapazes por cidades de São Paulo e Minas Gerais. Nesta época foi feita a segunda gravação acima mencionada. Ao terminar o curso regular no Jota, e com ajuda de Dª. Evelina que lhe conseguiu bolsa de estudos, foi aperfeiçoar-se nos Estados Unidos, onde estudou regência, canto e música sacra, no Westminster  Choir College, em Princeton, na mesma escola que tanto influenciara Dª. Evelina no início da CEM. Ao voltar ao Brasil em 1955, João assumiu o cargo de professor no Conceição e retomou, com grande entusiasmo e dedicação, os trabalhos relacionados com a música no Colégio. Chegou a levar a  CEM a 21 cidades brasileiras, espalhadas pelos estados de São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Minas e Rio de Janeiro. Já em 1957, Dª. Evelina escreveu para o João, dizendo: “(…)  Gostaria de lhe dizer da minha satisfação e a felicidade que me dá de ver o trabalho que você está fazendo tão bem, construindo sobre aquilo que começamos (…)”.

De 1956 a 1962 João trabalhou, não apenas com a CEM, mas fundou o Departamento de Música do Colégio e uma escola de Música, no período noturno, para preparar regentes, organistas e cantores para as igrejas evangélicas de São Paulo e arredores. Essa escola funcionou durante muitos anos nas dependências as 1ª Igreja Presbiteriana Independente, com o patrocínio do JMC, e oferecia aulas de canto, teoria musical e regência coral. Em 1960 observava-se que “até católicos e ortodoxos freqüentam o curso noturno de regência do JMC”. Essa foi uma época em que a música tomou grande impulso no Conceição e mostra a importância da Caravana e dos demais corais do Colégio nos principais acontecimentos e comemorações das igrejas evangélicas de São Paulo. E, 1959, por exemplo, vemos a reunião de diversos corais, sob a liderança do João, para participarem da Abertura e do Encerramento da Aliança Mundial de Igrejas Reformadas que se realizaram nesta Catedral, assim como a participação nas cerimônias do ano do Centenário do Presbiterianismo no Brasil, em São Paulo, as principais delas também nesta igreja.

João promovia também, nas férias de verão do Colégio, os Seminários de Música que foram os responsáveis por atrair alunos de partes longínquas de nossa pátria, que vinham ao Conceição para se prepararem para esse mister em suas próprias igrejas. Os Seminários de Música começaram em 1959 e se estenderam até 1965. No encerramento do II Seminário está registrada a presença de Dª. Evelina que assim, prestigiava esse  trabalho. Promovia anualmente, ainda, os Festivais Corais,  com apresentações no auditório “Dr. Waddell, do JMC e no auditório “Rui Barbosa” do Mackenzie e também nesta catedral. Esses festivais reuniam alunos de regência e de seus respectivos coros, cujos objetivos eram: a) estimular e encorajar coristas e regentes no trabalho dominical, apresentando novas músicas e dos grandes mestres; b) unir e congraçar regentes e coristas que exercem o ministério de louvor a Deus; c) fornecer experiência devocional, espiritual e artística aos participantes e assistentes, e d) tornar o Instituto “José Manoel da Conceição: conhecido, mostrando o que o seu Departamento de Música vem fazendo para aperfeiçoar a música nas igrejas evangélicas, com seus cursos de regência e novas publicações. A coleção “Os céus Proclamam” que ficou conhecida por muitas igrejas espalhadas pelo Brasil e que ainda hoje a utilizam, e muitas músicas avulsas especiais para o serviço religioso começaram a ser editadas nessa época. Receberam elas o nome de Publicação Coral Religioso “Evelina Harper”, uma homenagem à inspiradora de todo esse trabalho, publicações essas que continuam até hoje. Muitos músicos, cantores, regentes e organistas que se iniciaram nessa escola de música e participaram com seus corais nesses eventos, ainda hoje estão trabalhando nessa área. Alguns também se destacaram e fizeram carreira profissional, além dos limites das igrejas e das fronteiras do Brasil.

A CEM, sob a regência do João, também fez diversas gravações. A primeira foi um disco em 78 r. “EU TE EXALTAREI, Ó DEUS”. Depois, com o CAVE, “OS CÉUS PROCLAMAM”,  gravado em LP com a Caravana de 1957, foi “um dos primeiros, senão o primeiro neste gênero lançado no Brasil”. Depois veio “OS CÉUS PROCLAMAM II”, com a Caravana de 1958, Conjunto Faustini (composto de 16 alunos, para colaborar nos trabalhos e gravações) e o Quarteto de Cordas do Teatro Municipal de São Paulo. É dessa época também, o disco “A ALEGRIA DE NATAL – FOLCLORE INTERNACIOMAL”. Todos esses discos tiveram muito boa aceitação.

Não podemos deixar de mencionar aqui informações incluídas no programa da CEM de 1960, referentes ao Conceição e suas atividades no campo da música. Com o título Escola de Música Sacra, diz o folheto: “A Assembléia do JMC estuda, atualmente, o plano para a fundação de uma Escola de Música Sacra que deverá iniciar seu funcionamento no ano de 1961.Será um curso comparável ao Clássico, de 3 ou 4 anos. Os formados neste curso estarão aptos para dirigir todo o programa musical da igreja e receberão o título de MINISTRO DE MÚSICA.” Por que esse ideal não se concretizou?

Ao participar da programação para esse culto especial, a regente encarregada pelo coral desta cerimônia, Dorotéa Kerr, procurou incluir na liturgia, hinos que foram bastante utilizados durante as viagens da CEM e conhecidos dos manuelinos em geral.

Os Rastros de um Trabalho

Será que o ideal de toda uma vida de trabalho e dedicação pode acabar-se e só deixar lembranças na memória de quem participou e presenciou os fatos? Por três razões, pelo menos, temos motivos para ter esperanças. A primeira é que hoje temos em São Paulo a Sociedade Evangélica de Música Sacra (Soemus) que foi fundada por um grupo de antigos manuelinos e de outras pessoas que continuaram a cultivar os mesmos ideais perseguidos por Dª Evelina e que sentem a necessidade de estimular e preparar músicos para o trabalho das igrejas evangélicas. A segunda é que a Soemus promove anualmente os Seminários de Música e Adoração, quando traz o João ao Brasil e juntos, com uma equipe de profissionais de música que trabalha nas igrejas, programam oferecer cursos breves de canto, regência, órgão aos interessados e cantar juntos novos hinos. Desde 1988, já foram realizados nove seminários e a freqüência média tem sido de 400 pessoas, vindas de todas as denominações evangélicas. Sem dúvida, este é uma continuação dos trabalhos iniciados por Dª. Evelina, no Conceição. A terceira razão é que a Publicação Religiosa “Evelina Harper” ainda está ativa e é administrada pela Soemus. Atualmente, é considerada como o maior acervo de música coral religiosa em língua portuguesa.

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Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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076) MENSAGEM 076

De: Eduardo Chaves

Data: 20180711

Assunto: [Manuelinos] Maria Elza e Renato Fiuza Teles: Dois Pastores de Sonhos

[Escrevi este artigo em 22 de Outubro de 2003, quase quinze anos atrás, sobre dois de meus proessores favoritos no JMC. Quando escrevi, fazia pouco tempo que Dona Elza havia morrido (29 de Agosto de 2003, se não me falha a memória). Vim de Campinas especialmente para seu enterro no Cemitério da Paz, bem perto de onde agora tenho meu apartamento em São Paulo. Acrescentei a ele uma breve nota escrita quando da morte de Dona Elza e pequenas biografias dos dois, que obtive, para dizer a verdade, não sei onde.]

Consta que John Steinbeck tenha escrito isto sobre professores (embora nunca tenha conseguido encontrar a fonte da citação):

“É comum que adultos se esqueçam de quão difícil, chata e interminável é a escola. Aprender aquele monte de coisas que se acredita que a gente precise saber envolve um esforço incrível e sem fim. . . . A escola não é coisa fácil e, a maior parte do tempo, não é nada divertida. . . . Contudo, se você tem sorte, pode ser que encontre um professor. Professores verdadeiros, com a melhor das sortes, você vai encontrar no máximo uns três durante a vida inteira. Um grande professor é como um grande artista: há poucos deles. O ofício do mestre pode mesmo ser visto como a maior das artes, visto que se exerce sobre a mente e o espírito do ser humano. Os meus três tinham estas coisas em comum. Todos eles amavam o que estavam fazendo. Eles não nos diziam o que devíamos aprender: catalisavam em nós um desejo fervente e irresistível de aprender. Sob sua influência, os horizontes de repente se abriam, o medo ia embora e o desconhecido se tornava conhecível. Mas, mais importante de tudo, a verdade, esta coisa perigosa, se tornava bela e muito preciosa”. (Tradução minha, em 8/4/1992).

Eu tive sorte. Tive uma quantidade razoável desses – mais do que o dobro dos três de Steinbeck. E dois deles foram Maria Elza e Renato Fiúza Teles.

Da. Elza foi minha mestra mais querida. Com sua ajuda e seu incentivo não só aprendi Francês: aprendi a amar a língua e a literatura francesa. Mais do que isso: aprendi a gostar de aprender línguas estrangeiras, mesmo aquelas para cujo aprendizado não pude mais contar com seu apoio e estímulo. Lembro-me de que ela, ao perceber meu interesse e, por que não dizer, minha facilidade na matéria, resolveu dar-me aulas adicionais, particulares. Deu-me livros para ler por fora – não só clássicos da literatura romântica francesa (Chateaubriand, de Vigny, de Musset – até hoje sei “Le Lac”, de Lamartine, de cor…) como clássicos da literatura universal. Um deles nunca devolvi, guardei comigo de lembrança: uma edição de bolso de Alexis Zorba, de Nikos Kazantzakis. Ainda me lembro de trechos de nossas discussões do livro… “Est-ce que M. Zorba aimait les femmes?”, ela me perguntou em uma das primeiras discussões, com aquela sua pronúncia incrivelmente sonora…

Encontrei-me com Da. Elza há poucos anos na Catedral Evangélica. Não se lembrava mais de mim. Minha vaidade de bom aluno foi lá embaixo… Mas ela deve ter tido dezenas de bons alunos como eu, um pouco, talvez, juvenilmente enfeitiçados pelo seu encanto. Eu, porém, creio que nunca vá me esquecer dela, porque ela era, como diz Steinbeck, um professora que, como uma grande artista, raramente aparece.

Rev. Renato também foi meu mestre. Com ele estudei Literatura Portuguesa, Literatura Brasileira, e Biologia. Diferentemente do que aconteceu em relação a Da. Elza, não me lembro muito de específico que tenha aprendido com ele. Mas me lembro bem do entusiasmo com que falava dos diferentes autores da literatura luso-brasileira, mesmo os mais antigos e obscuros, como Gil Vicente, Sóror Mariana Alcoforado…

Ah, Sóror Mariana Alcoforado, que lindas cartas de amor escreveu. Tive o que, na hora, em 1961, me pareceu o azar de sortear o nome dela para escrever um trabalho de Literatura Portuguesa do século dezessete (ela nasceu em 1640 e morreu em 1723, com 83 anos de idade e mais de sessenta de claustro, mas pertence à literatura do século XVII porque escreveu sua obra prima enquanto jovem…). Não encontrei nada sobre ela e suas cartas de amor na biblioteca da escola. Sugeri ao Rev. Renato que, dada à inexistência de bibliografia, deveria sortear outro tópico. Ele me mandou ir à Biblioteca Pública Mário de Andrade, em São Paulo, procurar. Lá encontrei o livrinho pequeno que continha as cartas – e pouca coisa mais. Gastei quase três dias copiando trechos delas. Fiz o trabalho – tirei 9,5. Ainda o guardo, até hoje, em folhas amareladas de papel almaço. Um dia, em 1986, quando trabalhava na Secretaria da Educação, e vasculhava um sebo perto da Praça da República, encontrei o livrinho… Comprei-o sem hesitar. Tenho-o aqui na minha frente:  Sóror Mariana, Cartas de Amor ao Cavaleiro de Chamilly, Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, Editores, Porto, sem data. Mais recentemente, procurei na Internet referências a Mariana Alcoforado e encontrei literalmente milhares. Nunca teria descoberto esse tesouro se não fosse pelo Rev. Renato.

Nunca fui o pastor que, naquele tempo, pretendia me tornar. Acabei sendo professor, como Da. Elza e Rev. Renato. Não tenho a veleidade de pretender ser tão bom professor quanto eles – eles eram únicos. Mas há uma lição importante que o contato com eles nunca me deixou esquecer: a função de ensinante, ou transmissor de informações, que exerce um professor, é a menos importante de suas funções. Alguém já disse, não me lembro quem, que muito mais importante do que aquilo que um professor diz (e ensinar é dizer) é aquilo que ele faz, e que muito mais importante do que aquilo que um professor faz é aquilo que ele é. Da. Elza e Rev. Renato eram professores exemplares porque, além de nos dizer coisas, que facilmente esquecemos, faziam-nos sentir pessoas especiais, davam-nos atenção pessoal e individualizada, conversavam conosco, convidavam-nos para ir à sua casa, compartilhavam conosco, em tempo integral, a sua vida, abriam-nos novas perspectivas, e, assim, nos ajudavam a dar direção à nossa vida e nela construir um sentido que nunca vem pronto. Mas Da. Elza e Rev. Renato eram professores exemplares acima de tudo pelo que eram como pessoas, como seres humanos, pelo exemplo que sua vida nos dava e nos deu.

Hoje sou professor de Filosofia da Educação. Em poucos meses deve sair um novo livro meu, pela Editora SENAC-SP, co-editado pelo Instituto Ayrton Senna, sobre uma nova visão da educação (*). Nele defendo a tese de que não aprendemos quando simplesmente absorvemos informações: aprendemos quando expandimos nossas capacidades, tornando-nos capazes de fazer coisas que antes não conseguíamos fazer. E não nos educamos quando absorvemos o legado cultural do passado, mas, sim, quando desenvolvemos as habilidades e as competências necessárias para sonhar nossos próprios sonhos e transformá-los em realidade. Nessa visão, o professor não deve ser um ensinante: deve, sim, ser um pastor de sonhos.

Apesar de eu chamar essa visão de educação de nova no título que estou dando ao livro (Uma Nova Educação para uma Nova Era), ela tem raízes muito antigas. Aprendi muito sobre essa visão e o que ela representa com Da. Elza e Rev. Renato – dois grandes pastores de sonhos!

(*) O livro, basicamente concluído em 2002, nunca foi publicado em 2003, porque minha visão da educação começou a se radicalizar ainda mais naquele ano. Está para ser publicado me 2018, como e-book, na forma em que se encontrava em 2003, como o registro de minhas ideias naquela época, quinze anos atrás.

NOTA ACRESCENTADA EM 29/8/2003:

Cheguei há pouco do velório de Dona Elza – Elza Fiúza Teles, a melhor professora que eu tive em toda a minha vida. Acho que o nome inteiro dela era Maria Elza Fernandes Fiuza Teles. Tinha 84 anos ao morrer.

Dona Elza foi minha professora de Francês no curso Clássico – de 1961 a 1963. Eu fui seu aluno enquanto tinha de 17 a 20 anos – e ela de 41 a 44.

Várias vezes já parei para pensar por que eu tenho essa convicção inabalável de que Dona Elza foi minha melhor professora.

Não era apenas porque ela dominava perfeitamente a língua, a literatura e a civilização francesa, ou tinha uma pronúncia linda em Francês – embora isso fosse parte da razão. Se fosse apenas isso, porém, ela seria apenas uma boa conhecedora de um assunto que fazia parte do currículo do curso Colegial de então.

Não era apenas porque ela era atenciosa, conhecia seus alunos um por um, e não era parcimoniosa com o seu tempo quando se tratava de atender os alunos – embora isso também fosse parte da razão.

A razão principal era que ela era um ser humano exemplar.

MATÉRIAS DE FONTE IGNORADA:

“A Cultura é Imprescindível”,  Entrevista com Elza Fiuza Teles

Nascida em Girimim, Sul do Estado de Minas Gerais, quando jovem, a professora Elza Fiuza Teles seguiu o costume dirigido as moças da época: aprendeu piano e francês. Morou muito tempo em Campinas, onde estudou a maior parte de sua vida, e, posteriormente, casou-se com Renato Fiuza Teles, também professor, falecido a três anos. Cursou letras na Universidade de São Paulo (USP), optando pela continuidade do aprendizado da língua francesa. Começou a dar aulas em 1950, acumulando diversos locais de trabalho. Em Osasco, foi diretora de várias escolas osasquenses, dentre elas Ceneart, EEPSG Frei Gaspar da Madre de Deus (antigo Grupo Escolar Presidente Altino – Gepa). Mas, uma das melhores lembranças fica por conta do período em que lecionou, junto ao marido, no já extinto Instituto José Manoel da Conceição, uma entidade de ensino ligada ao Mackenzie, localizada na cidade de Jandira.

Em sua residência, situada numa rua bastante tranqüila da cidade de Osasco, Elza atendeu a equipe de O Diário. Num curto bate-papo, ela comentou alguns aspectos de sua vida. Falou sobre os gostos por viagens, e dos lugares que conheceu, no Brasil e no exterior. Na Europa esteve duas vezes. A primeira, fazendo pós-graduação em Sourbone, na França. E a segunda (comentada com emoção), junto ao marido Renato, quando conheceram diversos países, como Suíça, Alemanha, Grécia, Portugal e Espanha. A viagem finalizou-se com a visita a Israel um marco para o casal de evangélicos.

O Diário – Por qual motivo a senhora optou pelo professorado?

Elza Fiuza Teles – Minha mãe e meu pai eram professores e meu avô era proprietário de um colégio, no Sul de Minas. Naquele tempo, há 45 anos, as mulheres estudavam apenas para serem professoras. Mas trabalhei muito tempo em escolas, e posso dizer que sempre gostei bastante.

OD – Sendo professora mãe e avó, como a senhora compara o lecionar de hoje com o de ontem?

ET – Eu penso que era mais difícil àquela época, já que as condições físicas de trabalho eram escassas. Faltavam escolas e salas de aula. Não havia lugares para se trabalhar. Muitas vezes, tínhamos que mudar para outras cidades, para podermos lecionar. Eu mesma morei em Viradouro e Amparo. Esse quadro só se alterou quando Jânio então governador do Estado de São Paulo, construiu diversos estabelecimentos de ensino. A partir daí, as coisas melhoraram, tanto para professores como para alunos.

OD – E com relação aos alunos?

ET – Ah, era mais fácil. Eles eram mais obedientes. Agora, é mais complicado. Vejo a dificuldades de minhas filhas, que lecionam para o primeiro grau. Eu sempre lecionei para colegial e acho muito simples. Dar aulas para os mais novos, ainda mais nos dias atuais, é uma aventura. Os alunos antigamente nos respeitavam. Mas a rebeldia de hoje é de certa maneira compreensível. Estamos em outra época, com outra cultura.

OD – Hoje, a tecnologia com televisores, computadores, Internet e tudo mais, auxiliam a Educação?

ET – Por um lado sim, já que se trata de uma maneira de desenvolver a habilidade e inteligência. Por outro lado, esse grande número de atrações, mais videogame e shopping center, conseguem prender a atenção dos jovens. Meus próprios netos ficam horas diante da televisão. Antigamente, as pessoas ocupavam seu tempo lendo mais. Hoje, ninguém mais gosta. Eu própria li muito, desde criança – José de Alencar, Machado de Assis, Érico Veríssimo. Possuo a coleção completa de Jorge Amado, além de livros de escritores famosos, como Racini e Victor Hugo. Agora há pouco comprei um livro de  Fernando Henrique Cardoso. Mas o que leio no momento, e pela segunda vez, é Rayuela, do escritor espanhol Júlio Cortaza.

OD – O futuro dessa geração, no que se relaciona a aspectos culturais, a preocupa?

ET – a cultura é imprescindível, e conquistada através de muito estudo e leitura. Quando essa relação não existe  e o afastamento irrompe, as pessoas ficam mais vazias e sem assunto.

OD – Neste âmbito, que outros aspectos a atraem?

ET – Gosto muito de música. Os nossos compositores são muito bons. Aprecio música clássica e, inclusive, estudei piano durante muitos anos. Era tradição à época as moças aprenderem piano e francês. Meu primeiro piano foi comprado pelo meu pai, ainda quando eu era criança, na cidade de Campinas?

OD – Quais as diferenças, observadas pela senhora, entre a didática atual e de sua época?

ET – Não vejo muitas alterações  neste aspectos. O que mais mudou foram as escolas. Criaram-se inúmeras delas, e novos equipamentos foram incorporados. Hoje também há uma certa hierarquia a ser cumprida (inspetores, delegados), mas tudo prioriza a ordem e a organização.

OD – E quais as melhores lembranças?

ET – A amizade com os professores, o carinho e o companheirismo. Lembro com saudade dos professores Emir e Maria Tereza, ambos de português. Outro aspecto que tem me feito bastante feliz é a homenagem que estão tentando prestar ao meu marido. Seu nome é indicado para ser nome de escola. O Renato foi diretor de várias entidades de ensino, além de professor por muitos anos. Sempre se esforçou e merece essa homenagem, em que espero estar presente para conferir.

“Renato Fiuza Teles”, por Maria Elza Fiuza Teles

Nasceu na pequena cidade de Cesário Lange, em 30 de Junho de 1914, próximo a Tatui. Órfão ainda com 14 anos, foi ajudado por um tio Agenor Fiuza, que o encorajou o estudar no Paraná, no Instituto Cristão de Castro e com sua irmã Marta. O diretor era o Rev. James Wright, que o enviou para o “Instituto José Manoel da Conceição”, em Jandira S.P., onde fez o primeiro grau, com distinção no 1º lugar.

Seus pais foram Joaquim Fiuza Sobrinho e sua mãe Fiorisa, falecida com 30 e poucos anos. Era diabética, também Renato o era. Do “Conceição”, Renato foi para o Seminário Teológico de Campinas onde se forma como Ministro do Evangelho. Em Campinas, casou-se em 1941, 8 de Janeiro com a professora Maria Elza F. Fiuza Teles.

Daí foi ser pastor em Torre de Pedra, onde, em 20 de Novembro nasceu, seu primeiro filho, Omar. Em 1943 nasceu Heloísa, sua primeira filha. Em 1947 nasceu Helena. De Torre de Pedra, foi ser pastor em Tietê, onde construi o templo, muito bonito, por ele inaugurado. De lá veio para Osasco, onde pastoreou a Igreja e Igrejas vizinhas em São Paulo: Vila Cachoeirinha e Vila Espanhola. Em Osasco terminou o seu pastoreado, com grande eficiência.

Paralelamente ao pastorado, formou-se em Direito também com distinção, na Faculdade de Osasco.

Convidado pelo Rev. Robert Lodwick para estudar em Iowa, nos Estados Unidos, lá ficou por um ano e obteve o Mestrado. Sua tese foi sobre a “Adolescência.”

No Seminário, fez uma tese sobre o Pecado.

Com quase 80 anos, faleceu e está sepultado no Cemitério da Paz, no Morumbi, em São Paulo. Há quase três anos perdi o meu marido fiel. Com três filhos, dez netos e seis bisnetos; os dois últimos ele não conheceu.

Nossa vida foi muito feliz, embora sermos muito diferentes em personalidades, mas nossos ideais foram comuns.

Viajamos bastante pelo Brasil e conhecemos quase todos os estados. Também viajamos para Europa, Israel e Grécia. São viagens muito bonitas e aprendemos em países, ricos de tradição e beleza.

Com nossa família aprendemos a viver, com alegria. Nossos pais muito crentes, nos deram formação na fé de Jesus Cristo.

Meu pai era farmacêutico e presbítero; minha mãe muito crente e de boa formação; era professora.

Meus pais e avós são mineiros, eu também, nascida na cidade de Gimirim (MG) sul de Minas.

“Patrono: Solenidade de Entronização Reúne Familiares de Renato Fiuza Teles”, por Adriana Santos

Muita emoção envolveu a todos os presentes na cerimônia, que contou com o apoio da banda do 4º BIB e homenagem de alunos

A cerimônia de entronização do patrono da EEPSG Professor Renato Fiuza Teles, no Jardim Conceição, zona Sul de Osasco, aconteceu no último dia 3. A indicação do nome do professor foi um esforço da ex-delegada de ensino Edna Aparecida Gidugli Carneiro e da filha, a também professora Helena Fernandes Fiuza Teles.

Reivindicações de moradores, alunos e luta de associações de pais e mestres estão envolvidas. A EEPSG, que conta hoje com 1373 alunos do ciclo básico, foi inaugurada em abril de 1 995, e no mês de dezembro recebeu o nome de seu patrono.

Muita emoção. Esse foi o sentimento que esteve presente em toda cerimônia que reunia a esposa de Fiuza Teles , Elza Fernandes; os filhos – Heloísa, Omar e Helena; três netos e uma cunhada: a supervisora de ensino aposentada Zuleica Fernandes Santos, que atualmente mora em Joanópolis, interior de São Paulo. Representantes da Associação de Pais e Mestres, associações de bairro e professores e alunos estiveram presentes.

A sugestão do nome do professor como patrono foi uma indicação da ex-delegada de ensino da 1ª Delegacia  Osasco, a  atual supervisora de ensino Edna Aparecida Gidugli, também colega de trabalho do professor. Ela, junto com a filha dos Fiuza, a também supervisora de ensino Helena Fernandes, travou uma luta acirrada para que o nome de Renato batizasse o estabelecimento de ensino.

A cerimônia contou com a abertura musical feita pela banda do 4º Batalhão de Infantaria Blindada, que também finalizou o evento com um pot-pourri de música popular brasileira. Além disso, grupos musicais, formados por alunos de 1ª a 4ª séries cantaram: “Ao mestre  com carinho”, “Coração de estudante” e ”Oração pela família” .

 “A cerimônia foi mais bonita do que eu esperava. Eu e toda a família ficamos muito emocionados”, afirmou Elza Fiuza Teles, viúva do patrono.

Num dos momentos mais tocantes, a filha Helena leu um discurso preparado em homenagem ao pai (ver trechos no box ao lado). Discursaram também os titulares da primeira e segunda Delegacia de Ensino, respectivamente, João Batista Grosso e Regina Cemin, bem como a diretora da escola Nilda Webekin Montagnoli.

Após a cerimônia, houve exposição de fotos e documentos que mostram a luta dos moradores do bairro para conseguir a escola e cenas do período em que o prédio era construído.

Professor foi fundador de Igreja Presbiteriana

O professor Renato Fiuza Teles nasceu em Tatuí, interior de São Paulo. Fez o 2º grau no Instituto Cristão, no Paraná. Em São Paulo, cursou Pedagogia na Universidade de São Paulo, e bacharelado em Direito, pela Fundação Instituto de Ensino para Osasco (Fico). Estudou também Psicologia da Adolescência nos Estados Unidos.

Casou-se com a professora Elza Fiuza Teles, a quem conheceu numa igreja Presbiteriana da cidade de Campinas, durante os anos em que esteve no seminário. O casal veio para a região de Osasco a fim de lecionar no colégio Pastor José Manoel da Conceição, em Jandira – uma entidade cristã ligada ao Mackenzie.

Lecionava História para o 2º grau do Mackenzie, em São Paulo. Em Osasco, foi professor em escolas estaduais no Rochdale, e diretor da Escola Estadual Vicente Peixoto, no jardim Bela Vista. Aposentou-se como supervisor de ensino, na 1ª Delegacia.

O professor exercia o ministério de pastor e fundou a Igreja Presbiteriana do Brasil, localizada na rua Paulo Líccio  Rizzo, na região Central de Osasco. (AS)

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Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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077) MENSAGEM 077

De: Eduardo Chaves

Data: 20180711

Assunto: [Manuelinos] Poema “Os Tempos Mudam”, de Wilson de Castro Ferreira

Comecei o dia com um brinde, termino com outro…

OS TEMPOS MUDAM

“Quem dos males alheios tanto gosta
terá os seus bem cedo pelas costas.”

Nas garras adestradas de um bichano
Viu-se pobre ratinho, por má sorte.
Nada valeu ter pernas, pois o bote
Foi de mestre, sem erro ou leve engano.

Se dentada ferina, bem cortante
O prostrasse de vez ali, sem vida,
Não lhe teria a doer tanta ferida
Nem seria por fim tão humilhante.

Mas o felino matreiro e bem pirata
E por costume célebre sadista,
Finge deixá-lo só, perder de vista,
Para de um salto outra vez tê-lo entre as patas.

Sem tentativas de qualquer fugida
Fecha os olhos e aguarda já a sua hora.
Pois se é fatal que venha, sem demora
Tirar-lhe o sofrimento desta vida.

Momentos passam, como de um sonho
Acorda e vê da grande porta, ao alto
A tremer de pavor o mesmo gato
Seu algoz de inda há pouco medonho,

Percebe num relance o que se passa;
É que bem junto, ali  rangendo os dentes
Insulta o gato em gestos insolentes,
um robusto e valente cão de raça.

(Rev. Wilson de Castro Ferreira)

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