Mensagens de 20180701 (011 a 021)

011) MENSAGEM 011

De: Eduardo Chaves

Data: 201800701

Assunto: [Manuelinos] Proposta de um Momento de Homenagem aos que se foram no “Ano-JMC” anterior

Caros Manuelinos,

Quem gosta, como eu, de assistir à Festa do Oscar, sabe que, durante a cerimônia, há um momento solene e respeitoso em que se homenageiam aqueles que, tendo atuado na indústria do cinema, faleceram no ano anterior. Uma foto é projetada no telão e uma pequena biografia também projetada e/ou lida. É algo digno de ser imitado em nossos Encontros.

No último “Ano-JMC” (período que vai do Encontro de um ano até o Encontro do ano seguinte, no caso deste ano de 21-Set-2017 até 20-Set-2018) já faleceram, segundo me consta, os seguintes manuelinos – espero que a coisa pare por aí:

30/06/2018 – Evandro Luiz da Silva (ontem!)

03/05/2018 – Roberto Bueno Sobrinho

18/03/2018 – Paulo Cosiuc

09/02/2018 – Walter Carmelo Zoccoli

24/12/2017 – Ireno Dias Ribeiro

Gostaria de organizar, para o nosso próximo Encontro, um “Momento Saudade”, para homenagear os que se foram no último Ano-JMC. Proponho-me a fazer uma breve apresentação de slides, ou um pequeno vídeo, com fotos, biografias, epitáfios, eulogias dos que se foram.

Para isso, gostaria de convidar colegas que foram amigos mais próximos ou especiais dos que faleceram nesse último Ano-JMC a escrever um breve texto, que funcionaria como um Epitáfio. Caso haja mais de um, colocarei todos no Blog. A gente projetaria os slides / o vídeo num dos dias do Encontro à noite (sexta ou sábado).

Quem se habilita? Imagino o Donald Bueno Monteiro para escrever sobre o Roberto Bueno Sobrinho… Eu próprio, que, dentre os Manuelinos, era o amigo mais antigo do Paulo, ou a Renée Myriam Camargo, ou o Eliézer Rizzo de Oliveira, poderia escrever sobre o Paulo (ele foi padrinho de casamento da Renée).

Quem quiser escrever, ou quem tiver ideias para o “Momento Saudade” (inclusive sugestão de um nome melhor), pode propor.

Alguém tem a data da criação da Associação dos Ex-Alunos do JMC? 1992? O Takashi Shimizu e o João Rhonaldo Andrade estiveram envolvidos. Seria possível e viável levantar o nome e a data do falecimento de todos os que morreram nos 25 anos de 1992-2017? Ou estou delirando?

Fica lançada a ideia.

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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012) MENSAGEM 012

De: Josefina Maria Homem de Mello Araújo

Data: 201800701

Assunto: RE: [Manuelinos] Proposta de um Momento de Homenagem aos que se foram no “Ano-JMC” anterior

Meus queridos, graça e Paz!

Fiquei impactada com essa última mensagem !!!

Gostei muito da ideia da homenagem e fiquei surpresa e triste, por tomar conhecimento do falecimento de pessoas com as quais Joás e eu convivemos em idos tempos e que já não estão mais entre nós !!!

Meu respeito e carinho para as famílias enlutadas!

Desejo um Encontro cheio de gostosas emoções e meu abraço a todos,

Josefina Maria Homem de Mello Araújo

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013) MENSAGEM 013

De: Eduardo Chaves

Data: 201800701

Assunto: [Manuelinos] Outras Ferramentas Digitais de Comunicação e Discussão sobre o Instituto JMC

Caros Manuelinos:

Além desta LCD – Lista de Comunicação e Discussão “Manuelinos”, temos outras ferramentas digitais de comunicação e discussão sobre o Instituto JMC. Vou lista-las, com o endereço e o nome da pessoa responsável:

* Instagram do JMC, neste endereço: https://www.instagram.com/institutojmc/– mais de 200 fotos selecionadas, muitas com comentários dos colegas

* Blog do JMC, neste endereço: https://jmc.org.br – mais de 65 artigos e mais de 200 fotos

* Página do JMC no Facebook, neste endereço: https://web.facebook.com/institutojmc/ — centenas de mensagens, comunicados, artigos e fotos deixadas lá

* Três diferentes Grupos de Discussão no Facebook, nos seguintes endereços:

* JMC, neste endereço:
https://www.facebook.com/groups/257821457590251/

* Manuelinos-JMC, neste endereço: https://www.facebook.com/groups/1652025448350677/

* Instituto JMC, neste endereço:
https://web.facebook.com/groups/institutojmc/

O Instagram do JMC, o Blog do JMC, e a Página do JMC no Facebook foram criados e são gerenciado por mim, Eduardo Chaves

O Grupo de Discussão JMC foi criado e é gerenciado pela manuelina Rachel Paschoal Demétrio.

O Grupo de Discussão Manuelinos-JMC foi criado e é gerenciado pela manuelina Oracy Nunes de Oliveira Bertola.

O Grupo de Discussão Instituto JMC foi criado e é gerenciado por mim.

Há muito material e muita oportunidade de discussão nessas ferramentas todas.

Um abraço a todos.

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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014) MENSAGEM 014

De: Jasiel Botelho

Data: 20180701

Assunto: RE: [Manuelinos] Proposta de um Momento de Homenagem aos que se foram no “Ano-JMC” anterior

Gostei da ideia! Ireno foi meu professor de biologia e amigo!

Não sabia que tinha falecido! o João Ronaldo era companheiro do Cacareco! muita saudades de todos! alguma noticia do Emilio, Tonhão, João Bocage, Eli Guará, Professora Leda, prof. Mandrak, prof Silas Rissard?

Jasiel Botelho
1965- 1970

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015) MENSAGEM 015

De: Jasiel Botelho

Data: 20180701

Assunto: RE: [Manuelinos] Dica para localizar seus contemporâneos…

Daria pra publicar aqui pelo menos os nomes dos alunos últimos dez anos finais do JMC 1960 a 1970 pois a maioria talvez ainda estejam vivos! Kkkkkkk

Jasiel Botelho

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016) MENSAGEM 016

De: Eduardo Chaves

Data: 20180701

Assunto: RE: [Manuelinos] Proposta de um Momento de Homenagem aos que se foram no “Ano-JMC” anterior

Caro Jasiel:

Quem lê sua mensagem pode ter ficado em dúvida se o apelidado “Cacareco” está vivo ou não…  Portanto, esclareço: Ele está vivo, o Marcos Faustini, irmão mais novo do João. Mora em São Paulo, embora seja caseiro demais: não gosta de sair da toca. Ele faz parte do Facebook e pode ser localizado no seguinte endereço (URL): https://www.facebook.com/marcos.faustini.7/. Ele está com 75 anos, devendo completar 76 antes de nosso Encontro de Setembro.

Um abraço.

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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017) MENSAGEM 017

De: Eduardo Chaves

Data: 20180701

Assunto: RE: [Manuelinos] Dica para localizar seus contemporâneos…

Caro Jasiel (e demais colegas):

Considerando que o último ano de ingresso de alunos no JMC, e, portanto, de funcionamento da escola, foi 1970, se pegarmos os alunos ingressantes de 1961 em diante teremos, basicamente, os dez últimos anos de ingresso antes de a escola deixar de funcionar.

Como eu entrei no JMC em 1961 e meu número de matrícula é 1514, podemos pegar os alunos de número de matrícula 1501 em diante – até 2604 – e teríamos o que você deseja. Mas só isso já dá 1104 nomes. E sei com certeza que houve gente com número bastante anterior a 1501 (1400 e pouquinho) que entrou em 1961. Para termos certeza, portanto, deveríamos pegar cerca de 1200 nomes, de 1405 a 2604.

Isso envolveria consultar os seguintes arquivos no Blog:

Alunos do JMC – Matrículas 2501-2604
Alunos do JMC – Matrículas 2251-2500
Alunos do JMC – Matrículas 2001-2250
Alunos do JMC – Matrículas 1751-2000
Alunos do JMC – Matrículas 1501-1750
Alunos do JMC – Matrículas 1251-1500

Basta clicar neles links e os arquivos / posts serão abertos no blog. Creio ser mais fácil fazer isso do que transcrever 1200 nomes aqui. Para ler (ou mesmo copiar) o texto do blog não é preciso se cadastrar.

Um abraço.

Eduardo CHAVES
ec@jmc.org.br

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018) MENSAGEM 018

De: Eduardo Chaves

Data: 20180701

Assunto: [Manuelinos] Sexto Encontro dos Manuelinos – AVISO OFICIAL 5 – 01/07/2018

Meus caros Manuelinos:

Aqui vai inicialmente um lembrete: no dia 5 de Julho, Quinta-Feira, daqui a cinco dias, vence uma parcela de quem está pagando o pacote do hotel de forma parcelada.

Para quem pagou a primeira parcela (de três) em 5 de Julho, deve ser paga agora a segunda parcela, no mesmo valor da primeira.

Para quem ainda não pagou nenhuma parcela, o pagamento ainda pode ser parcelado, só que, agora, em apenas duas parcelas, no valor indicado abaixo. Neste caso, a primeira parcela vence no dia 5 de Julho e a segunda no dia 5 de Agosto.

IMPORTANTEDepois de 5 de Julho de 2018, somente se aceitará pagamento do pacote em uma única parcela, no valor total do pacote, enquanto ainda houver espaço disponível no hotel, dentro dos limites do pacote previsto. Portanto, esta é a última chance de parcelar (para quem quer parcelar, naturalmente).

Aqui vai o Aviso Oficial 5. Ele contém mais detalhes

SEXTO ENCONTRO DOS MANUELINOS: 2018 – AVISO OFICIAL 5

1. O Evento:

Como já foi amplamente divulgado, nosso 6º Encontro de Manuelinos será nos dias 21, 22 e 23 de Setembro de 2018, em Campinas. O local será HOTEL GOLDEN PARK VIRACOPOS, que fica entre Campinas e Indaiatuba, perto do Aeroporto de Viracopos, na junção da Rodovia Santos Dumont – SP-75 e da Rodovia dos Bandeirantes – SP-348. (Mais detalhes acerca do hotel abaixo).

O local do encontro, como se vê, é de fácil acesso para quem vem da cidade de São Paulo, ao Sul de Campinas, ou de qualquer outro ponto do Estado de São Paulo e de outros estados – além de ficar a menos de 5 km do Aeroporto de Viracopos – considerado o melhor do Brasil em serviço.

No ano passado tivemos cerca de 70 participantes. Esperamos contar com número ainda maior de participantes este ano. Este é o ano em que o Instituto JMC, criado em 1928, comemora 90 anos de sua fundação! Você não pode perder! Nossa meta é ter pelo menos 100 participantes (incluindo Manuelinos, agregados, outros parentes e amigos).

2. A Programação: 

Será esta, em linhas gerais, a programação básica para os três dias que teremos juntos:

Dia 21/09/2018, sexta feira.

* Check-in a partir das 14h00.

* Tarde livre para matar a saudade e tirar fotos na área da piscina. [Se você chegar antes das 14h00, sem ter almoçado, pode almoçar no hotel, mas essa refeição NÃO está incluída no pacote: custa R$ 43,00 por pessoa.]

* À noite, jantar, das 19h00 às 20h00 [incluso no pacote].

* Após o jantar, a partir das 20h00, encontro geral de confraternização no auditório do hotel.

Dia 22/09/2018, sábado.

* Café da manhã, das 6h00 às 10h00 [incluso no pacote].

* Depois do café da manhã, bate-papos na área da piscina.

* Almoço, das 12h00 às 14h00 [incluso no pacote].

* Depois do almoço, encontros na área da piscina.

* Jantar, das 19h00 às 20h00h [incluso no pacote].

* Depois do jantar, às 20h00, celebração ecumênica, sob a coordenação do colega Elizeu Rodrigues Cremm, com comemoração aniversário de 90 anos da fundação do JMC, celebração da vida dos Manuelinos que já se foram, entrega de certificado de outorga do título de “Manuelino Honorário” a cônjuges, filhos, netos, bisnetos e amigos, no auditório do hotel, breve mensagem por um dos pastores presentes, participação do Coral JMC criado no dia anterior, Santa Ceia, e Ação de Graças pelo JMC e pela nossa vida.

Dia 23/09/2018, domingo.

*  Café da manhã, das 6h00 às 10h00 [incluso no pacote].

* Após o café, momentos de cantoria e bate-papos no espaço da piscina e oportunidade para fotos do grupo embaixo das mangueiras.

* Almoço, das 12h00 às 13h00 [incluso no pacote].

* Após o almoço, das 13h até às 14h, despedidas.

* Check-out até as 14:00.

Obs.: Instrumentos musicais são bem-vindos: traga-os para nos ajudar na cantoria. Traga também suas fotos antigas e qualquer outra lembrança do JOTA.

3. O Pacote Financeiro:

O pacote original, para uma, duas ou três pessoas em um quarto, previa o pagamento em três parcelas(5/6, 5/7 e 5/8). Como a data de 5/6 já passou, o pacote foi reformuladopara apenas duas parcelase ficou assim (mantido o valor original, sendo alterado apenas o valor das parcelas):

* Apartamento (suíte) do tipo single (para uma pessoa), valor R$ 444,00 (2 diárias para uma pessoa só no quarto, com as refeições indicadas na sequência). Pagamento pode ainda ser feito de forma parcelada. Quem já pagou a primeira parcela em Junho, paga mais duas de R$ 148,00. Quem ainda não pagou nenhuma parcela, paga duas parcelas de R$ 222,00. Vide as datas para os pagamentos abaixo.

* Apartamento (suíte) do tipo double (para duas pessoas), valor de R$ 618,00 (2 diárias casal ou duas pessoas no mesmo quarto, com as refeições indicadas na sequência). Pagamento pode ainda ser feito de forma parcelada. Quem já pagou a primeira parcela em Junho, paga mais duas de R$ 206,00. Quem ainda não pagou nenhuma parcela, paga duas parcelas de R$ 309,00. Vide as datas para os pagamentos abaixo.

* Apartamento (suíte) do tipo triple (para três pessoas), no valor de R$ 846,00 (2 diárias para três pessoasno mesmo quarto, com as refeições indicadas na sequência). Pagamento pode ainda ser feito de forma parcelada. Quem já pagou a primeira parcela em Junho, paga mais duas de R$ 282,00. Quem ainda não pagou nenhuma parcela, paga duas parcelas de R$ 423,00. Vide as datas para os pagamentos abaixo.

Depois de 5 de Julho de 2018, somente se aceitará pagamento em uma única parcela, no valor total do pacote, enquanto ainda houver espaço disponível no hotel, dentro dos limites do pacote previsto.

4. O que Está Incluso no Pacote Financeiro

* Crianças até 6 (seis) anos completos [até o dia de completar 7 (sete) anos] não pagam, desde que durmam com os pais. Favor trazer os documentos de crianças menores.

* Os valores cobrem 2 diárias de 21 a 23/09/2018, incluso o jantar na sexta-feira, 21/09, o café da manhã, o almoço e o jantar no sábado, 22/09, e o café da manhã e o almoço no domingo, 23/09. A comida é farta (estilo bufê) e muito gostosa.

* No almoço e no jantar, o preço de sucos e refrigerantes básicos selecionados pelo hotel está incluso. Essas bebidas serão servidas à mesa em jarras. Outras bebidas (como caipirinha, cerveja, vinho, e outras bebidas alcoólicas, etc.) bem como outros tipos de refrigerantes (servidos em lata ou garrafa) serão cobrados à parte, por fora, e podem ser adquiridos no hotel, sendo acertados por cada um no check-out.

* É permitido trazer para o hotel, de casa, outras bebidas, inclusive alcoólicas, mas nesse caso o hotel não fornece copos e ou taças. Notem que o hotel não fica perto de supermercados, padarias ou vendas, por isso as bebidas não incluídas no pacote devem ser trazidas de casa. Nos apartamentos há um mini-refrigerador (frigobar), que pode ser usado, mas ele não estará abastecido. Se algo for adquirido do hotel para consumo no quarto, seu valor será cobrado à parte de quem o adquiriu, sendo acertados por cada um no check-out.

* Não se deve fazer uso de recipientes de vidro no espaço da piscina. Bebidas em lata ou em garrafa tipo PET podem ser utilizadas, bem como copos de papel ou plástico.

* Se você vier de carro, o estacionamento nas dependências do hotel é gratuito.

* O uso do auditório e do salão especial de almoço também é coberto por esse preço.

5. Data e Forma de Pagamento

A. Datas limite para depósitos na conta da Elke Cremm

* Segunda de três parcelas ou primeira das duas parcelas: 05/07/2018
* Terceira de três parcelas ou segunda das duas parcelas: 05/08/2018

B. Forma de Pagamento

* Depósitos em nome de Elke Medeiros Cremm, CPF 104.913.538-55
* Banco: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF)
* Código do banco: 104
* Agência: 0689
* Conta: 013.00086263-0 (Conta de Poupança, criada para o encontro)

C. Importante 

* Depois de efetuar o pagamento, por favor, enviar o comprovante de depósito para o email ou um dos dois WhatsApp da Elke (ver abaixo), a fim de que possamos controlar os pagamentos.

* Aproveitar e enviar junto a ficha de inscrição (ver abaixo também) preenchida.

6. Informações Adicionais

A. Local 

Hotel Golden Park Viracopos
Rua Antônio Luchiari, 900
Distrito Industrial, Campinas, SP CEP 13054-066
Fone (19) 3725-1600 Sr. Grecco, gerente de eventos.

B. Para Dúvidas e Esclarecimentos

* Eduardo Chaves
Tel/Whatsapp: (11) 97984-0000
E-mail: ec@jmc.org.brou chaves@jmc.org.br

* JairoBrasil
Tel/Whatsapp: (61) 99981-0013
E-mail: jairobrasil@bol.com.br

* Elizeu Cremm
Tel/Whatsapp: (11) 99687-7535
E-mail: elizeucremm@uol.com.br

* Elke Cremm
Tel/Whatsapp: (11) 97981-2704 ou (11) 97190-3505 (Whatsapp nos dois telefones)
E-mail: maravilhacremm@hotmail.com

7. Ficha de Inscrição

FICHA CADASTRAL PARA O ENCONTRO DO JMC DE 2018

Dados do Participante e Nome de Acompanhantes

Participante

Nome completo
Endereço
Bairro
Cidade, Estado, CEP
Fone Fixo (+ DDD)
Fone Celular (+ DDD)
E-mail
RG nº
CPF nº
Nacionalidade
Data de Nascimento
Anos no JMC

Acompanhantes

Nome

Nome

Nome

São Paulo, 1º de Julho de 2018

Eduardo CHAVES
(11) 97984-0000
ec@jmc.org.br

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019) MENSAGEM 019

De: Donald Bueno Monteiro

Data: 20180701

Assunto: RE: [Manuelinos] Proposta de um Momento de Homenagem aos que se foram no “Ano-JMC” anterior

Eduardo e colegas,

Não sei se estou fazendo o envio da forma correta. lá vai, de qualquer modo.

Acrescentando nomes de manoelinos que faleceram, embora não nesse último ano:

* Rev. Severino Gomes Monteiro, meu pai (1941-46, creio eu);

* Rev. Waldyr Carvalho Luz (antes de 1940);

* Manoel Vieira de Castro Neto (nosso querino Mané Surdinho).

Quanto ao Manoel: estou à procura de quem tenha ficado com o acervo das composições dele. Ele publicou, em formato de coletânea e usando o pseudônimo de Eugene Greenfield, duas obras. No último contato telefônico com ele, disse-me que já estava com um terceiro volume pronto. São peças excelentes, que não podem cair no esquecimento.

Donaldo Bueno Monteiro
(1967-69)

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020) MENSAGEM 020

De: Eduardo Chaves

Data: 20180701

Assunto: [Manuelinos] Relato de um Encontro de Vinte Anos Atrás

Caros Manuelinos:

Fuçando nos meus guardados, achei um relato que fiz de um Encontro de Manuelinos em Jandira no dia 20 de Junho de 1998 – quase exatamente vinte anos atrás. Como o relato menciona o nome de muita gente que, ainda estando viva e sadia, pode, em princípio, participar do nosso Encontro de Setembro de 2018, transcrevo o relato, sem mexer nele. Encontrei o relato no blog, onde o transcrevi em 7 de março de 2010. Mas a redação do relato em si é de 20/06/1998.

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Relato do Encontro dos Ex-alunos em 20 de junho de 1998

Sábado, 20 de junho de 1998, à noite.

Estou em casa, em Campinas. Faz algumas horas que voltei de mais um encontro dos Manuelinos em Jandira. Geralmente sinto-me muito cansado depois desses encontros: as emoções, quando exercitadas, podem também nos deixar exaustos. O coração vai ficando apertado, parece que se torna pequeno para conter as emoções. É um pouco assim que ainda me sinto. Para complicar ainda mais a situação, os sentimentos, hoje, foram um pouco desencontrados: de um lado, a alegria de encontrar amigos, velhos e novos; de outro, a tristeza de ver a “selva de pedra”, as quase-favelas, os semi-cortiços, as fábricas abandonadas, que hoje se levantam em locais outrora quase sagrados.

Cheguei cedo a Jandira hoje. Não planejei isso – embora, sendo filho de mineiro, quase sempre chegue antes. Eram 8 horas e já estava no JMC. Ninguém lá. Aproveitei o tempo para rodar um pouco pela cidade. Fui primeiro até à Figueira, que havia visitado apenas uma vez enquanto estive no JMC. Pude vê-la de longe, do centrinho da cidade, em meio a um monte de casas. Fui virando nas esquinas esquisitas de ruas tortas e acabei por encontrar a Figueira — razoavelmente bem preservada, apesar de que, pelo que consta, alguns vândalos atearam fogo a ela algum tempo atrás. Foi preciso chamar técnicos do IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) para restaurá-la. Pela aparência, fizeram um bom trabalho. Detrás de uma cerca de ferro (que, entretanto, tem portão sem cadeado), ela não estava tão viçosa, talvez por causa da época do ano. Perguntei a algumas pessoas que estavam por ali se ela ficava bonita na Primavera e no Verão e eles disseram que sim. Isso já me confortou um pouco.

A Figueira fica hoje numa praça que se chama, com muito pouco originalidade, “Praça do Figueirão”. Segundo as mesmas pessoas, que ali estavam jogando conversa fora às 8 da manhã, este é o nome oficial da praça, não é apelido. Acho pouco provável que não tenham ainda encontrado um político local para emprestar seu nome à praça, adornando com ele uma eventual placa, hoje inexistente. Mas, de qualquer forma, achei engraçado que, para os Manuelinos, a árvore seja “a Figueira”, assim, no feminino. Mantida a falta de originalidade, preservado o gênero original, e acrescentado o grau aumentativo, a praça deveria chamar-se hoje “Praça da Figueirona”. Mas nem Figueirão nem Figueirona soa bem: pessoalmente prefiro simplesmente “Praça da Figueira”.

A praça, em si, achei-a muito feia, horrível mesmo: no máximo uns 100 m2 de cimento, talvez nem isso, com uns bancos de concreto e a bandeira do Brasil pintada no chão (em honra à Copa do Mundo). Deviam pelo menos ter reservado mais espaço à árvore que hoje é símbolo de nossa Associação. Provavelmente não foram Manuelinos os que lhe destinaram espaço tão minguado e tão pouco romântico. O lugar pitoresco em que a Figueira se localizava hoje ficou feio, cheio de casas grudadinhas, muitas não terminadas, com 2 ou 3 andares, de tijolo baiano à vista, descendo morro abaixo em ladeiras íngremes. O lugar não inspira. Não me parece que casais apaixonados namorem ali, nem que tentem eternizar no tronco da figueira amiga o romance que os une.

Por falar em morros e ladeiras íngremes, não me recordava de que a topografia de Jandira fosse assim tão acidentada, tão cheia de altos e baixos. Mas a visita à Figueira fez com que as emoções acompanhassem a topografia, com altos e baixos.

Procurei também o que, pelo menos para nós (então) rapazes, era outro símbolo, a Casa das Moças, mas em vão. Ela parece ter simplesmente desaparecido, junto com as casas dos professores e do zelador que ficavam além do Jordão. Várias fábricas estão no local em que a Casa das Moças ficava, algumas delas totalmente abandonadas, com vidros quebrados e mato crescendo por todo lado. Provavelmente se tornaram esconderijos de marginais. Da romântica ponte sobre o Rio Jordão nada resta. As frondosas árvores que emolduravam a casa sumiram com ela.

Margeando o Jordão há, do lado da Casa das Moças, uma estradinha de terra, pela qual me aventurei, mas tive que recuar – barro, lixo e entulho impediam a passagem. Consegui achar um caminho asfaltado que passa por trás de onde ficaria a Casa das Moças, estivesse ela ainda lá, e cheguei a um bairro muito pobre de Jandira, chamado Jardim Márcia. Tudo muito feio e sem o romantismo de outrora.

No caminho para a cidade, indo pelo que um dia foi a estradinha que levava ao campo de futebol, localizei as casas do Diretor e dos professores, que estão hoje sendo usadas pela Prefeitura. Numa delas tive aulas de Inglês com Dona Margarida Landes. O que restou das casas foi drasticamente alterado, a fachada virtualmente removida, os tijolinhos pintados de branco. As casas não possuem recuo nenhum – ficam à beira da calçada de uma rua bastante movimentada que passa ao lado da Rodoviária, que, por sua vez, fica atrás da Estação da antiga Sorocabana, hoje FEPASA. Onde ficava o campo de futebol há uma praça. Mas é difícil precisar a localização das coisas antigas.

Não há mais passagem de nível sobre a linha férrea. Construíram, desde a última vez que estive em lá, um viaduto sobre a linha do trem, que recebeu o nome de Viaduto Instituto José Manuel da Conceição. O nome é mais do que apropriado porque, afinal, a parte mais alta do viaduto passa exatamente em cima de onde ficava o portão de entrada, que ostentava o querido letreiro designando a escola. O viaduto se inicia ali abaixo da antiga quadra de basquete, onde passava a já mencionada estradinha que levava ao campo de futebol, e vai subindo: passa bem na entrada da escola, atravessa a linha, faz uma curva para a esquerda (de quem está indo do centro da cidade para o lado oposto da linha) e começa a descer para desembocar já adiante da estação do trem. Seguindo reto, ao sair do viaduto, chega-se ao trevo de Jandira, na Castelo Branco, uns três quilômetros à frente. Do trevo se pode ir para Itapevi, Cotia e Aldeia da Serra (ou, naturalmente, pegar a Castelo Branco).

Margeando a linha do trem, bem no rumo do JMC, há uma estrada de duas pistas ligando a estação de Jandira à estação de Barueri. Na estrada há um hospital, no alto do morro, com acesso difícil. Passando por trás do Auditório Waddell (hoje Luiz Gonzaga), há outra estrada, que também leva à estação de Barueri, juntando-se à primeira já no centro desta cidade. Nessa estrada há uma enorme escola do SENAI, tão vizinha do JMC que parece ter sido construída em terreno outrora manuelino. Não é impossível. Por qualquer das duas estradas em um minuto, de carro, se chega a Barueri. Na minha lembrança Barueri era muito mais longe. Rodei um pouco pela cidade. Minha única lembrança de Barueri é que foi lá que tirei meu Certificado de Reservista de Terceira Categoria, dispensado de servir o exército no final de 1963, por excesso de contingente. Olhando, em retrospectiva, o que aconteceu poucos meses depois, em Março/Abril de 1964, a dispensa do serviço militar talvez tenha sido uma das melhores coisas que me ocorreram: poderia ter estado a serviço do Exército no momento da Revolução.

De qualquer forma, de Jandira tinha memórias melhores. Voltei para lá.

Tomando agora a direção oposta, fui até Itapevi, por uma rua de trânsito complicado. Bem mais perto do que imaginava, também – mas muito morro, muita lombada (quebra-mola), pouco lugar bonito. A Jandira de 40 anos atrás era bem mais pitoresca – pelo menos na memória. Teria valido a pena ficar só com as imagens da Jandira antiga, que habitam a memória? Será que, daqui em frente, quando pensar em Jandira, serão essas imagens feias que me virão à mente? Dizem que quando a gente vai ficando velho se lembra mais fácil de episódios antigos do que de recentes. Espero que, no caso de Jandira, a regra não abra exceções.

Dentro do “campus” o antigo Quarteirão Teixeira parece mais cortiço ou favela do que local habitável – embora more gente lá. Aquele quarteirão onde se faziam cultos e havia a sala de estudos está razoavelmente bem preservado: é ele que estamos solicitando em comodato à Prefeitura de Jandira. O Edifício Harper está pintado, mas foi muito modificado por dentro. O soalho precisa ser substituído, pois dá uma desagradável sensação de que vai afundar quando a gente anda. No prédio fechado há um inconfundível cheiro de mofo. Lá funcionam vários órgãos da Prefeitura. O Auditório Waddell ganhou uma frente nova, que comporta salas adicionais, onde, aparentemente, funciona a Secretaria da Cultura. A Câmara Municipal, em cujo auditório nos reunimos, fica onde se localizava o refeitório, as alas de quartos que o ladeavam e o QG. O prédio pelo jeito é novo — devem ter demolido os prédios antigos.

O lado bom de tudo é que ao encontro, propriamente dito, compareceram 42 ex-alunos, alguns acompanhados de membros da família. Adiante dou a lista dos nomes. As classes de 45 a 52 foram as mais bem representadas, porque eram do tempo do Takashi e ele fez mais de 100 ligações convocando o pessoal que ele conhece. Se todos tivéssemos feito o mesmo, haveria centenas de pessoas lá.

A reunião foi boa. Conduzi os trabalhos, a pedido do Takashi, e o Gerson Correia Lacerda, um dos pastores da Igreja Presbiteriana de Osasco, fez o devocional. Abri o encontro falando um pouco sobre memória – transcrevo o texto também a seguir. Cantamos o Hino do JMC, Tuas Obras Te Coroam, e a Bênção Aarônica. Esta ficou tão bonita, regida pelo Elias Medeiros, que resolvemos cantá-la de novo.

O Takashi mostrou a todos a bandeira do JMC que ele mandou confeccionar com recursos de uma doação feita por Roy Jr e Annabel Harper, filhos do casal Harper. A bandeira estava linda, em suas cores branca, verde e vermelha, com a Cruz de Malta no meio. Todos ficamos gratos aos Harper’s e ao Takashi pelo resgate de mais um símbolo.

Uma coisa ficou clara quando da discussão de questões práticas: os Manuelinos querem saber por que o JMC foi fechado e o que aconteceu com a propriedade. Está claro que parte da propriedade foi desapropriada pela Prefeitura. O que não está claro é se a Prefeitura pagou pelo que ela desapropriou ou, se pagou, o que foi feito com o dinheiro. Também está claro que boa parte da propriedade foi vendida para particulares (como, por exemplo, as fábricas que hoje se localizam do lado da Casa das Moças). O que não está claro é por que isto foi feito e o que se fez do dinheiro. Parece que uma parte da propriedade ainda pertence à Fundação Educacional Presbiteriana. Outra coisa que desperta a curiosidade dos Manuelinos é por que foi criado um Seminário com exatamente o mesmo nome do Instituto: haveria algum benefício previsto para uma instituição chamada “José Manuel da Conceição” em algum documento (como, por exemplo, Estatutos do Instituto Mackenzie), que os Manuelinos desconhecem?

O que provocou acalorada discussão foi o fato de que, segundo alguns, a Igreja Presbiteriana, através de seus vários órgãos e líderes, não parece ter interesse em revelar o que aconteceu, dando aos fatos a transparência que merecem. Contatos com representantes da Fundação Educacional Presbiteriana têm se revelado infrutíferos e correspondência enviada a líderes a Igreja, até mesmo ao Rev. Guilhermino Cunha, Presidente do Supremo Concílio (e que foi meu colega em Pittsburgh), não têm sequer merecido resposta. Aqueles Manuelinos que ainda militam dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil tendem a dar um crédito, ou, pelo menos, o benefício da dúvida, à Igreja e aos seus líderes, afirmando que estes não devem ter nada a esconder. Mas incumbe-lhes, pela posição que ocupam, ou assim nos parece, aos outros, ajudar-nos a entender o que se passou.

Enfim, terminada a discussão e concluídos os trabalhos planejados cantamos “Teus Lindos Olhos”. Os olhos de muita gente ficaram cheios de lágrimas.

Em seguida fomos almoçar num restaurante da cidade, onde a feijoada estava excelente, acompanhada que foi de laranjas trazidas pelo Waldir Rickli de Prudentópolis, no Paraná (perto de Guarapuava). Lá pelas 15 h todo mundo estava indo embora, e eu voltei para Campinas passando por Santana do Parnaíba para chegar à Anhangüera. Mais cenários deprimentes.

Muitos colegas que regularmente comparecem aos encontros faltaram. Por outro lado, tivemos aqueles que compareceram pela primeira vez, como o Rev. Samuel José de Paula (1949-1951), que não só foi mas levou a mulher, filhos, nora, e netos. O Rev. Samuel mora em Santa Bárbara d’Oeste, SP. Seu filho, Samuel Jr, que estava lá, e que é pastor em Sumaré, SP, deixou hoje à noite uma mensagem no site do JMC. Outros presentes (deixando de lado os títulos): Takashi Shimizu, João Rhonaldo de Andrade, Sueli Barbosa Cavalcanti Jardim, Josué e Isva Xavier, Lucila Guimarães (que regeu o grupo em dois hinos), Lucy Guimarães (que apresentou relatório sobre o andamento das tratativas com a Prefeitura de Jandira e com a Igreja Presbiterana), Adhemar Godoy e senhora, Olson Pemberton e senhora, Elias Marques Ferreira, Alírio Camillo, Dalila Alcântara Fernandes (que tocou teclado, acompanhando os hinos), Oscar Ciola, Pedro Okada, Loyde Faustini, Martha Faustini Egg, Dirce Pacheco, Daniel Veriano Raquel, Waldir Rickli e vários membros da família, Renato e Helena Salum, Jairo Jacó, Amauri Randolli, Gerson Correia Lacerda (que conduziu o devocional), Israel José Nunes, Renée Myriam de Camargo Lucarelli, Felícia Ribeiro, Eunice Costa, Elias Moreira (que regeu a Bênção Aarônica e nos acompanhou ao teclado, de ouvido, quando cantamos “Teus Lindos Olhos”), J. Calixto Silva, João de Souza Carvalho (“Coutinho”) e Márcia, sua mulher, também Manuelina, Oswaldo Pinho Monteiro, Roseli e Eunice, filhas do Sr. João e Dona Romilda, acompanhadas de membros das famílias, Rute Arce (com fotos da família!), Ney da Costa Carvalho, Ezequiel Ruperti e senhora, Enil Alves e senhora, Célia Morais Profeta, e eu. Quarenta e dois Manuelinos ao todo. Se porventura deixei de fora o nome de algum Manuelino, peço, além de desculpas, que me informem para que corrija.

No encontro foi distribuído mais um número do nosso boletim, que já está quase totalmente on-line, visto que contém a biografia dos Harpers, escrita pelos filhos, e o meu relato do culto de 7 de Fevereiro.

Para concluir, incluo aqui o texto que serviu de base para minhas palavras de boas vindas aos participantes do encontro. Se precisasse de um título, eu o chamaria de “Identidade e Memória”. Parte do texto é retirada de uma versão preliminar de minha autobiografia, que lentamente começa a ganhar corpo, com o título provisório de “Pedaços de Mim Mesmo”.

Queridos Manuelinos:

O Takashi me pediu para coordenar os trabalhos aqui hoje (20/6), neste nosso encontro anual em Jandira. O Gerson Lacerda se responsabilizará pela parte devocional, nós vamos cantar e vamos discutir algumas coisas práticas. Mas eu não poderia deixar de iniciar esta reunião fazendo algumas reflexões com vocês. Parte do que vou dizer já disse antes. Outra parte foi se cristalizando na minha mente à medida que pensava em algo interessante para dizer aqui hoje. Sou filósofo. Por isso minhas reflexões não deixarão de ter um tom meio filosófico.

John Locke, filósofo inglês do século XVII, defendeu a tese de que nossa identidade pessoal é totalmente dependente de nossa memória. Ele argumentou de várias formas em defesa dessa tese. Mas, no fundo, ele achava que a tese era bastante auto-evidente. Ele propôs o seguinte “experimento teórico” aos seus leitores. Imaginemos que numa determinada cidade vivam um príncipe e um sapateiro. Eles nunca se encontraram e não se conhecem. Uma bela amanhã, entretanto, o sapateiro acorda totalmente sem as suas memórias, mas com as memórias do príncipe, e diz: “O que estou fazendo aqui neste local imundo? E com essas roupas horríveis? Mordomo! Onde você está?” Nada de mordomo. “Rainha, onde você está?” Nada de rainha. No lugar dela aparece a mulher do sapateiro. O príncipe diz: “Quem é você? O que estou fazendo aqui? Onde está meu mordomo?” Etc. (Os diálogos estou inventando, não são de Locke). Por outro lado, o príncipe acorda totalmente sem as suas memórias, mas com as do sapateiro, e também desconhece o local em que está, sentindo-se perdido no palácio, querendo ir embora para sua casa na periferia da cidade. Segundo Locke, se isso acontecesse, nós sem dúvida diríamos que o príncipe e o sapateiro haviam trocado de identidade. Pura e simplesmente.

Há muito a favor da tese de Locke. Quando alguém tem amnésia total, em virtude algum acidente ou de alguma doença, passa, em um sentido importante do termo, a ser outra pessoa. Começa vida nova. Adquire nova identidade. Há um filme de Harrison Ford em que isso acontece com ele.

Também há um livro de ficção científica famoso, escrito por Robert Heinlein, em que se defende tese semelhante, I Will Fear no Evil (Não Temerei Mal Algum), em que o cérebro perfeitamente sadio de um velho cujo corpo era mantido vivo por instrumentos, e que era podre de rico, é transplantado para o corpo de uma linda moça, sua secretária. O autor gasta uma boa quantidade de páginas argumentando que o a pessoa que passou a existir no corpo da moça era o velho, que mudou de corpo – porque as memórias preservadas no cérebro transplantado eram as do velho, e, portanto, a identidade que permaneceu deveria ser a sua, a despeito do corpo.

Para que tanta discussão desse problema?

Porque acredito piamente que Locke estava certo e que é a memória a base da identidade pessoal. Na verdade, acredito que a memória é também a base da identidade de um povo ou de um grupo. É por isso que os Israelitas tinham que constantemente se lembrar de sua história. Preservar a sua história é manter a identidade de um povo ou de um grupo. Cultivar a memória é uma forma de manter a identidade em uma pessoa. Aquilo que eu esqueço deixa de ser parte de mim.

Algumas vezes no passado me perguntei se ainda era protestante. Hoje não tenho dúvida. O Rubem Alves me convenceu de que sou. Sou, porque fui. Sou, porque vividamente me lembro de ter sido. Ser protestante é parte de minha memória viva, e, portanto, uma parte inextricável de minha identidade.

[. . .]

Talvez essas considerações expliquem o que sinto pelo JMC – o que todos sentimos, acredito. Não gosto de me rotular, nem que me rotulem, de ex-Manuelino. Sou Manuelino até hoje. Sou, porque fui.

O que me causa espanto é que essa parece ser a experiência de todos os Manuelinos. Há uma surpreendente unanimidade entre os Manuelinos, que é o sentimento terno e carinhoso que mantêm pela escola. Basta olhar as mensagens deixadas no site. Uma vez Manuelino, sempre Manuelino. Somos Manuelinos, porque fomos. Somos, porque essa escola vive em nossa memória como uma das passagens mais importantes da nossa vida. Somos, porque é impossível que alguém realmente nos entenda hoje, num sentido profundo, sem entender o que essa escola significou para nós.

Lembro-me do que me contou o Dorival Xavier, no culto de 7/2/98. Disse-me que imprimiu minha vinheta sobre o JMC e fez cópias para seus filhos, dizendo: “Leiam isso aí, para que vocês saibam o que significa ser Manuelino”. Senti-me mais ou menos assim como deve ter se sentido o escritor sagrado, contando a história do povo de Israel, para que as novas gerações não perdessem a sua identidade.

A última turma a cursar o JMC o fez cerca de trinta anos atrás, em 1969 [Correção: 1970]. É possível que daqui a 50 anos não haja mais nenhum Manuelino vivo. A MENOS QUE ser Manuelino passe a ser mais um estado de espírito do que uma condição histórica. A MENOS QUE ser Manuelino passe a ser assim algo semelhante a ser Judeu, que mesmo sem ter nascido na Palestina, mesmo sem pátria, no exílio ou na diáspora, continuou a ser Judeu – porque se lembrava do Senhor seu Deus que tirou o seu povo da terra do Egito.

O nosso esforço com esta Associação, como eu disse na abertura do site do JMC na Internet, é não permitir que a memória do JMC se perca, é preservar a memória, e, portanto, preservar a identidade do Manuelino – e, de certo forma, dar continuidade à raça, mesmo que de forma virtual.

Hoje, com computadores, grande parte da nossa memória está armazenada não no nosso cérebro, mas em meios magnéticos. Nossos computadores hoje passam a fazer parte de nossa identidade. O mesmo se dá no caso do JMC. O site do JMC na Internet é indispensável para a continuidade da raça. Como é o museu. E muitas outras coisas.

Já resgatamos nosso hino. Hoje temos aqui nossa bandeira, de novo, num trabalho de resgate histórico fenomenal do Takashi. Depois teremos nossas camisetas, nossos agasalhos. Aos poucos vamos recuperando fotos, histórias, objetos. Essas coisas são importantes, contudo, apenas pelas memórias que elas evocam e representam.

A esperança, dizia um professor meu do Seminário de Pittsburgh, se fundamenta na memória. Nós somos o que fomos, é verdade – mas somos também o que desejamos e esperamos ser. Nós somos o resultado dessa mescla de lembranças e sonhos, recordações e desejos, memória e esperança. O povo de Israel confiava na vinda do Messias (tinha esperança) porque se lembrava de que, no passado, Deus havia estado ao lado do seu povo (porque tinha memória).

A memória, já temos. Precisamos agora trabalhar para dar corpo à nossa esperança, ao nosso sonho. É a parte mais difícil, porque a memória é aquilo que foi – mas o futuro está aberto, pode ser o que sonhamos, e os sonhos são muitos, e muitas vezes incompatíveis. Mas é preciso trabalhar para procurar definir um horizonte na direção do qual caminhar.

É por isso que estamos mais uma vez aqui. Bem-vindos a esse novo encontro dos Manuelinos.

Jandira, SP, 20 de Junho de 1998

Eduardo Chaves
ec@jmc.org.br

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Transcrito no blog “Instituto JMC” em 7 de Março de 2010.
Distribuído aqui nesta lista em 1º de Julho de 2018.

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021) MENSAGEM 021

De: Eduardo Chaves

Data: 20180701

Assunto: [Manuelinos] Quarto Boletim da Associação de Ex-Alunos do Instituto JMC

[Outro relato de 1998, ou do fim de 1997. Este é mais velho do que o anterior, pois faz referência ao dia 7 de Fevereiro de 1998 como estando no futuro.]

Adiante, o texto completo do nosso quarto Boletim.

Quarto Boletim da Associação de Ex-Alunos do “Instituto José Manuel da Conceição”

1998, ano em que o JMC comemorou 70 anos

Órgão da Associação Alumni/Alumnae do “Instituto José Manuel da Conceição”

Ano III (1998), Número 4

Manuelinos comemoram o 70º aniversário do Conceição

Reunidos na Catedral Evangélica, da Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, a partir das 15 horas do dia 7 de fevereiro próximo, os ex-manuelinos estarão comemorando, com um culto, o 70º aniversário da fundação do Instituto José Manoel da Conceição. A Associação Alumni/ae do JMC coordena o encontro.

Vamos erguer o Memorial do Instituto JMC? Você é quem decide!

“Faça da vida um sonho, e do sonho uma realidade” dizia Mme. Curie. Sem utopia, a vida não tem sentido.

O Instituto José Manuel da Conceição (o JMC) que funcionou em Jandira, desde 1928, foi inexplicável fechado em 1970.

Aquela excelente escola não existe mais, em Jandira.

Hoje (8/fevereiro/98) estaria completando 70 anos de existência. Mais de 2.700 alunos passaram por aquela Instituição. Hoje, estão espalhados pelo Brasil inteiro, na América Latina e no resto do mundo. Muitos são pastores, ministros das Igrejas. Outros educadores, lecionando nas diferentes universidades do Brasil.

Mas bem disse o prof. Eduardo Chaves, da UNICAMP: nós, os “manuelinos”, nos recusamos a permitir que seja feito um obtuário do Instituto José Manuel da Conceição. “Na nobre tradição Protestante”, e na palavra viva (viva vox) que traduz nossas memórias, declaramos vivo o “JMC”.

Hoje, o JMC está vivo, em cada um de nós, espalhados pelo Brasil inteiro.

E este Encontro Nacional dos “manuelinos” é uma prova concreta de que o JMC ressuscitou e ainda vive. Como temos insistido nos Boletins da Associação, o JMC é você, onde quer que esteja.

Mas falta apenas uma coisa para que o JMC continue vivo em cada um de nós… é preciso que formemos uma rede (net) de manuelinos. A Associação Alumni/ae do Instituto JMC quer ser esta rede de conexões, entre os manuelinos espalhados pelo Brasil e pelo mundo…

E para estarmos atualizados e globalizados já estamos navegando no WWW World Wide Web (grande onda mundial). Para que a rede de manuelinos se fortaleça, sugerimos, que em cada Estado se forme um núcleo. Infelizmente, o Brasil é muito grande e é quase impossível reunirmo-nos sempre num só lugar.

A Associação tem muitos sonhos e muitas utopias.

Queremos erguer o Memorial do Instituto JMC, em Jandira para deixar ali um marco de sua existência. Gostaríamos de solicitar ao Fundo Educacional Presbiteriano que nos ceda uma área para construção desse Memorial, e também uma verba (que ainda resta da indenização). Poderíamos construir uma Capela e uma Biblioteca que no futuro pudessem se constituir num Centro de Estudos Bíblicos e Teológicos.

A Associação também já enviou cartas ao Prefeito de Jandira e à Câmara Municipal solicitando a Cessão em Comodato do prédio onde funcionavam a biblioteca e os cultos (três salas). Ali temos o projeto de instalar a “Casa da Memória do Instituto José Manuel da Conceição”.

Então… que mais nos falta? Só falta você na associação Alumni/ae para formar a rede de manuelinos, pelo Brasil e pelo mundo.

Ex-Padre e Pastor José Manuel da Conceição

“O Padre José”, extraído do livro entrevista com Ashbel Green Simonton, Editora Ultimato, págs. 43-46)

José Manoel da Conceição nasceu em São Paulo, seis meses antes da Independência do Brasil, em março de 1822. Mudou-se para Sorocaba em 1824 e foi educado pelo tio, o padre José Francisco de Mendonça. Começou a ler a Bíblia aos 18 anos. Pouco depois, travou amizade com uma família inglesa e várias famílias alemãs, todas protestantes, e ficou impressionado com a vida religiosa deles.

Naturalmente devoto, abraçou a carreira sacerdotal, tendo sido ordenado padre aos 22 anos. Exerceu o sacerdócio de 1844 a 1864, sempre na Província de São Paulo: Monte Mor, Piracicaba, Santa Bárbara, Taubaté, Sorocaba, Limeira, Ubatuba e Brotas. Os paroquianos gostavam muito dele. Por seu apego à Bíblia e por sua simpatia aos protestantes, ganhou o curioso apelido de “O Padre Protestante”.

Atraído pela simplicidade do evangelho e pela Reforma Religiosa do Século XVI, Conceição deixou o sacerdócio católico em setembro de 1864, dois meses antes de o papa Pio IX publicar a encíclica Quanta Cura, que continha o famoso Silabo de Erros – uma lista de 80 erros modernos que deveriam ser repudiados pelas autoridades católicas, entre eles a total liberdade de culto e de imprensa. Tornou-se membro da igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, organizada dois anos antes pelo primeiro missionário presbiteriano a vir para o Brasil.

Antes de ser ordenado pastor evangélico em dezembro de 1865, há 130 anos, Conceição dedicou-se à evangelização de seus amigos paroquianos em Brotas, interior de São Paulo. Graças ao seu testemunho e a sua pregação, os missionários pioneiros organizaram em Brotas a terceira Igreja Presbiteriana brasileira.

A conversão de Conceição mudou por completo o quadro e o avanço da obra missionária protestante no Brasil. A dedicação dele a Jesus Cristo era muito grande, e o seu ministério itinerante era muito bem sucedido. Ele ardia de paixão pelas almas perdidas e pelos excluídos. Conceição tinha um temperamento muito especial. Não era capaz de ficar parado atrás de uma mesa, de gastar tempo com a organização eclesiástica, nem de assumir um pastorado fixo. Não se sentia atraído pelos grandes centros urbanos nem por pessoas bem vestidas. Era um incorrigível pregador de vila em vila. Hospedava-se em qualquer lugar e não se aproveitava de ninguém. Pregava, curava e desaparecia sem mais nem menos. Às vezes, deixava um bilhetinho, agradecendo a hospedagem ou dizendo que tinha ido embora. Nunca dizia para onde, porque ele mesmo não tinha um itinerário antecipadamente traçado. Viajava, a pé, distâncias enormes, às vezes de uma província para outra. Comia pouco e se contentava com qualquer comida. Sofria pressões do clero católico. Não poucas vezes era expulso de uma vila, ameaçado de morte, chamado de apóstata, anticristo e até de pastor louco.

Conceição era de uma simplicidade incrível, não obstante fosse muito preparado: sabia comunicar-se com os estrangeiros em suas próprias línguas, traduzia livros do inglês, do francês e do alemão, e tinha noções de medicina. Chegava a se vestir mal, roupa surrada demais. A herança que recebeu da família foi toda distribuída com obras de beneficência. Preocupava-se demais com os outros e muito pouco consigo mesmo. Embora desimpedido do voto do celibato por ter se desligado de Roma, o Padre José, como era chamado, nunca se casou, e sua pureza de vida sempre estava fora do alcance de qualquer maledicência. Não era servil aos missionários americanos, não obstante ser o único obreiro nacional no meio deles. Por causa de sua experiência na Igreja Católica, morria de medo de uma igreja excessivamente organizada. Realizava um ministério diferente dos missionários, e o seu trabalho era o que crescia mais. Conceição sonhava com um movimento profundo de reforma nos sentimentos e experiência religiosa do povo, aliado ao esclarecimento bíblico, que tornasse possível a criação de um cristianismo brasileiro puro e evangélico, mas enraizado nas tradições e hábitos populares.

Conceição gastou vinte anos como sacerdote católico (dos 22 aos 42 anos) e oito anos como pastor protestante (dos 43 aos 51 anos). Morreu no dia em que mais uma vez se comemorava no Império do Brasil e do mundo inteiro a encarnação do Verbo, a 25 de dezembro de 1873. Morreu dormindo, na Enfermaria Militar do Campinho, no Rio de Janeiro, depois de ser atendido por um médico e um farmacêutico e depois de pedir para ficar a sós com Deus. Mas seu corpo está sepultado ao lado do fundador da Igreja Presbiteriana no Brasil, o missionário Ashbel Green Simonton, no Cemitério dos Protestantes, anexo ao Cemitério da Consolação, nas proximidades do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Na lápide de Conceição está gravado: “Não me envergonho do Evangelho de Cristo”.

Hino do Instituto José Manuel da Conceição

(Joaquim S. Costa, 1967)

Primeira Estrofe:

Os efeitos da luz nos surpreendem
Nestes campos banhados de sol.
Relvas, flores, campinas resplendem
Como as tintas de um claro arrebol. 

Estribilho:

Luz é vida, esplendor, harmonia,
Saturemos nossa alma de luz.
Que seus dons, seu encanto magia,
No Brasil se derrame a flux.

Segunda Estrofe:

E a ciência qual sol ressurgindo
Luz, espelha e beleza em redor:
Esplendendo, saneando, fulgindo
Torna a vida mais bela e melhor.

Terceira Estrofe:

Mas de vida mais alta ciência
Do evangelho se ostenta imortal.
De perene divina influência
Saneadora do mundo moral.

Quarta:

Sob o signo ouro azul do Cruzeiro
De fé viva um clarão irrompeu:
“Conceição” da verdade luzeiro,
Que em Jandira o amor acendeu.

William Alfred Waddell: Uma Vida a Serviço de Um Povo

Quando no início de minha carreira de jornalista me foi sugerido escrever a biografia de William Waddell, encarei a tarefa simplesmente como mais um trabalho. À medida em que as pesquisas foram se desenvolvendo, contudo, passei a considerar a oportunidade um grande privilégio. Waddell era uma figura notável, digna de ser biografada pelos maiores escritores. Hoje, estou convencido de que essa missão constituiu uma grande benção. Sobretudo, porque afeiçoei-me ao gênero e acabei escrevendo inúmeras reportagens e vários livros na mesma linha. Efetivamente, conhecer Waddell, mesmo após a sua morte, foi um presente de Deus.

Pudesse a natureza pressentir os grandes eventos, e por certo as flores de setembro, no dia 8, no ano de 1890 teriam irradiado uma alegria mais viva, teriam anunciado com expressão mais ardente e mais vibrante aos cidadãos paulistanos que o desenvolvimento já então impresso a seu tão promissor e querido Brasil estava para tomar um novo impulso. É que a esta data lançava-se em seus férteis campos espirituais uma semente nova que se haveria de desabrochar em tronco dos mais vigorosos.

Eram os germens do saber que prepara um povo para trilhar as rotas do progresso, e do cristianismo que alia ao saber o sentimento altruísta e ressalta no homens as suas características divinas, lançados em solo brasileiro, latentes e ocultos, na figura vigorosa de um daqueles nossos bravos irmãos da outra América que se entregavam à evangelização do Brasil. Era William Alfred Waddell que aportava nas praias onde Anchieta e Nóbrega já se haviam esvaído na mesma missão e no mesmo intuito.

Homens de raros talentos, chegava ao Brasil depois de haver graduado, com distinção, em engenharia e teologia na sua terra natal.

Nos EUA

Nascera a 5 de Fevereiro de 1862, na cidadezinha de Bethel, em Nova York, EUA. Em 1882 colara grau no Union College, na cidade de Schenectady, em N.Y., onde, desde o início de seus estudos havia conseguido conquistar os primeiros prêmios de aproveitamento. Sentindo-se chamado para o sagrado ministério, ingressou no seminário de Princeton em 1884, conseguindo abreviar para 2 anos o curso que normalmente deveria ser feito em 3, foi licenciado para o presbitério de Albany em abril de 1886.

Sua profissão de fé, ele a fizera perante o Rev. T. Darling e os irmãos da igreja Presbiteriana de Schenectady, no outono de 1881. Mais tarde, ele mesmo

Pastor licenciado, seu primeiro campo foi a Igreja Presbiteriana de São Pedro, na Califórnia, de que assumiu a presidência do Conselho em “caráter de experiência”, no ano de sua licenciatura. No dia 10 de abril de 1887, o Presbitério em Los Angeles consagrou-o definitivamente a Deus, ordenando-o na cidade de San Diego. Durante os anos de 1887 e meados de 1890, consagrou-se à Igreja de São Pedro. No fim desse ministério, seus olhos se voltaram para as ricas searas do Brasil, onde Simonton,Blackford, Chamberlain e tantos outros “valentes de David” – como insiste Júlio Andrade Ferreira em chamá-los, semeavam a mancheias.

A 19 de setembro, ingressava na missão Brasil Central, em São Paulo. A partir de então, se entregaria a um profícuo ministério – que também foi magistério, como veremos a seguir.

No Brasil

Inteligência rara, conhecimentos profundos e com uma didática quase perfeita, Waddell foi encaminhado para o então embrionário Mackenzie College.

Por volta de 1890, o Dr. Horácio Lane recentemente eleito diretor da Escola americana,sente-se na obrigação de introduzir os métodos de ensino superior americanos no Brasil, de vez que “as escolas do governo não podem fazer essas experiências com êxito”. ‘’O plano foi experimentado: iniciou-se a preparação de cursos preparatórios, cursos superiores literários, de ciência pura e de ciência aplicada ( que foi mais tarde denominado Curso de Engenharia)”.

Há cerca de 2 anos, uma comissão de educadores norte americanos havia visitado São Paulo e recomendado o “estabelecimento de cursos universitários, suplementares a Escola Americana”, razão por que foi constituída uma Junta de Síndicos que tratou de pôr em pratica a sugestão. O então Conselheiro Rui Barbosa foi consultado e informou não haver “de conformidade com as leis brasileiras, maneira pela qual a associação pudesse ser incorporada, para regularizar o título de propriedades, e recomendou a organização da corporação nos Estado Unidos, com administração de seus bens no Brasil, por meio de um procurador”.

Assim foi que no dia 9 de fevereiro de 1893, a Universidade de Nova York incorporou, em caráter de experiência, o curso superior da Escola Americana, efetivando, porém, a incorporação no dia 21 de Novembro de 1895

Começava dessa forma desabrochar a poderosa instituição educandária “que se ergue nos altos da Higienópolis”.

É em meio a esta fase de estruturação que aparece William Alfred Waddell. Seus conhecimentos de engenharia e sua estupenda noção de didática levaram-no a se transformar em um dos esteios da nova universidade. Participou da comissão que coordenou os cursos de engenharia, e foi um dos seus primeiros professores. Sobre sua capacidade, disse o Dr. Horácio Lane de certa feita, quando argüido de propósito: “É bastante inteligente, e capaz de dirigir todo o trabalho do Mackenzie, trabalhando só à noite, depois do jantar”.

Em Dezembro de 1891, um cidadão norte-americano, de nome J.T. Mackenzie, doou à escola a importância de 50 mil dólares, destinados à construção de um prédio próprio a seu funcionamento. A obra foi confiada a Waddell. Idealizada a planta e iniciada a construção, foi lançada a pedra angular no dia 12 de Fevereiro de 1894.

A partir de então, a obra educacional assumiu tais proporções, que o próprio Waddell chegou a escrever: ‘’’Ela é uma honra para o nome americano; e de qualquer ponto de vista que se consideram seus padrões, terá poucas rivais em qualquer parte. Dr. Lane tem introduzido a Bíblia na escola, em todo departamento; ela é uma parte ativa e valorosa da propaganda. O Colégio será de valor como desdobramento da presente situação. Todos os homens no campo estarão mais ansiosos pelo crescimento do trabalho, além de escolas paroquiais.”

Em fins de 1893, no dia 2 de Novembro, sua esposa, foi levada para outra morada. Alma meiga, possuidora de relativa cultura, Mary Lenington Waddell, que herdara dos velhos pais um profundo sentimento cristão, foi sem dúvida um dos maiores estímulos para seu marido, apesar da pouca duração do matrimônio.

Missionário

Não obstante sua atuação anterior como professor, William Waddell viera ao Brasil atraído pelas missões. Seu sonho era evangelizar e, se bem que no magistério prestasse grande auxilio à obra dos missionários, a voz dos campos não deixou de soar em seu coração. Soou brandamente, a princípio:

Falou alto e clamou, mais tarde.

Em fins de 1896, empreendeu viagem à Bahia. As searas brancas prontas para a ceifa, que seus olhos ali puderam contemplar, fascinaram-no e lhe lançaram brados de desafio.

Naquele estado, Pinkerton, Finley e Kolb já haviam, em época ainda recente, realizado uma penetração relativamente profunda, deixando, como marcos de sua passagem, vários convertidos e, mesmo, diversos pontos de pregação. Por ocasião sua viagem, trabalhava os campos e Rev. Chamberlain, designado pelo Presbitério do Rio de Janeiro. Uma idéia da fecundidade do solo, o próprio Chamberlain a dá, nos relatórios que preparou para os sínodos de 1894 e 1897:

“Era meu propósito visitar este campo (refere-se, aqui, ao Presbitério de São Paulo, onde havia visitado recentemente algumas igrejas), como há poucos, logo que passasse o tempo chuvoso. Porém, a morte do Rev. Pinkerton na cidade de Salvador, Bahia, em Fevereiro de 1892 e a retirada do Rev. Finley para o campo de Sergipe vieram transtornar meu plano e tornar necessário que eu acudisse às necessidades da Bahia e da Cachoeira, no Estado da Bahia. Aceitando pôr meses esta incumbência, e sendo pelo Presbitério do Rio de Janeiro, para o qual o transferi minhas relações presbiterianas, incumbido do trabalho pastoral das mesmas igrejas, segui em Junho de 1892 para a Bahia. Não me limitei a ministrar estas igrejas, mas atendendo à incumbência do Sínodo, procurei cumprir o ministério de evangelista em regiões além. Para esse fim ausentei-me vários meses em longas viagens pelo interior da Bahia, deixando os presbíteros incumbidos dos cultos na cidade da Bahia (Salvador), e um grupo de moços, crentes fervorosos, dos da igreja de Cachoeira. Estas viagens revelaram um estado de ânimo tão interessante dos habitantes do interior que, quando me achei aliviado do encargo da pastoral nas ditas igrejas pela volta do Rev. J.B Kolb dos Estados Unidos da América, entreguei-me à obra de evangelização nas regiões do interior da Bahia, visitando as praças importantes acessíveis por estradas de ferro, estendendo, até onde me permitiram as forças, essas viagens de além.

“Em nenhuma cidade que visitei foi-me negado pela intendência o uso da sala do Juri, fato bem significante, da oportunidade que deve ser abraçada ardentemente por nós de subministrar a palavra enquanto é dia. A noite vem.

Esse primeiro contato missionário iria levar Waddell a abandonar temporariamente o Mackenzie.

Durante a visita, conheceu Laura Chamberlain, filha do velho missionário, que desde 1894, trabalhava na “City School”, em Salvador. Desposou-a no dia 12 de Janeiro de 1897, em Feira de Santana, trazendo-a para uma breve estada no Mackenzie College.

Em 1899, Waddell solicitou sua transferência para o campo da “Igreja da Bahia” (Salvador), passando a residir, então, na capital baiana.

Passou, assim, a arar aqueles campos em companhia do irmão e da. Laura, Rev. Pierce Chamberlain e de Diocleto Simões Ferreira, que fora, por alguma razão, excluído da Igreja e que Waddell achara por bem restaurar a comunhão. Daí por diante, as viagens de itinerância ao interior se intensificaram.

Nessa época, os missionários visitaram a cidadezinha de São Felix, onde realizaram profícuo trabalho de evangelização. Em 1900, William Waddell deu inicio ao templo da Igreja de Salvador. Os 4 próximos anos, ele os dedicou ao seu pastorado e a viagens de itinerância.

Em 1905, passou a residir em Cachoeira, onde d.Laura se consagrou ao magistério na “Girl’s School”.

Em um dos percursos de evangelização, sentiu-se “imensamente atraído pelo campo de Palmeiras”. Era uma vila pequenina, mas situava-se em local extremamente estratégico: no centro geográfico de uma região próspera, que poderia ser transformado mais tarde em centro intelectual e espiritual. Tentou adquirir ali uma gleba para a fundação de uma nova escola. A intolerância religiosa, no entanto, levou os proprietários da região, a fecharem totalmente as portas para o se trabalho. Isto não o desanimou, porém. Voltou imediatamente os olhos ao vilarejo próximo de Ponte Nova. Ali em um recanto aprazível

Às margens do rio Utinga, adquiriu o sítio com que sonhara e de início à “escolinha ” que iria transformar mais tarde no Colégio Ponte Nova. A fundação se deu no ano de 1906. Era outra obra fadada a se imortalizar no evangelismo pátrio.

Radicado em Ponte Nova, onde permaneceria até 1914, Waddell passou a se de dividir novamente entre o ministério e o magistério. Fazia ambos os trabalhos. Continuou a visitar as igrejas próximas. Cachoeira, Palmares, Cabeças, Lavras, e inúmeras outras cidades passaram a constituir o seu campo. Foram anos de trabalho intensivo.

Por volta de 1913, idealizou uma expedição missionária ao centro do país. Homem de grande visão,

Waddell já sentia a necessidade de penetrar o interior brasileiro. Sabia o valor que representaria para a evangelização nacional o fato de, quando o progresso da nação principiasse a se interiorizar, já existirem Igrejas formadas nas regiões que seriam atingidas por tal progresso. Então, os conquistadores da terra haveriam de deparar-se com a mentalidade cristã, e, vencendo o meio, seriam vencidos pelo Espírito. A expedição partiu de Salvador. Chefiou-a o recém chegado Rev. Franklin Graham, que cumpriu extensa jornada, fincando, nos estados de Goías, de Mato Grosso, e mesmo, em regiões mais afastadas da Bahia, os marcos do cristianismo. Assim foi que quando o dinamismo de um presidente novo principiou a levar a civilização ao interior do Brasil, provocando um verdadeiro formigar de gentes e de recursos nos sertões goianos, lá estavam, altaneiras e de braços estendidos, a imitar as seculares palavras do mestre quando clamava: “Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei…”,as igrejas de Planaltina, Rio Verde, e tentas outras resultantes das idéias e planificações do cérebro de Waddell.

A Igreja de Cuiabá se teria originado dessa excursão.

Falando sobre a larga visão de que era dotado Waddell, o Rev. Philip Landes diz:

“Foi ele quem deu o brado de RUMO AO OESTE. Previu que o progresso atingiria bem cedo todas as fronteiras do Brasil, e procurou abrir os olhos da missão a este aspecto. Tal propósito levou-me, a mim e a minha esposa, a trabalhar naqueles campos. Waddell era capaz de ver o futuro. Se tivesse de lhe colocar uma alcunha, chama-lo-ia o missionário estadista”.

Durante as lidas missionárias, pode sentir sempre a presença de benévola de sua Segunda esposa, d. Laura. Mestra dedicada cristã de alma meiga, aprendeu ela bem cedo a sentir como sentiam os sertanejos e a viver como viviam. Essas qualidades, aliadas a “um desejo sem par, que a perseguira desde os tempos de escola, de ver o Brasil agigantar-se em um progresso fundamentalmente cristão”, levaram-na a se tornar obreira eficiente e estímulo para o esposo missionário. Por ocasião do pastorado de Cachoeira, já lecionara na “Girl’s School”. Depois, lecionou no colégio Ponte Nova, cooperando de maneira decisiva na evangelização do lugar. Sua habilidade no trato com o homem do campo foi uma das causas do sucesso da obra.

Colégio

A escola de Ponte Nova foi fundada em face da ausência de um número suficiente de obreiros para a região. O plano de Waddell era preparar professores que, por sua vez, seriam usados na preparação de outros, desencadeando assim uma verdadeira onda de cultura e cristianismo naquelas terras sertanejas.

Iniciada a escola, adotou-se para os alunos o sistema de “self-help”, então em voga na América do Norte. Os estudantes pagavam apenas uma taxa anual de 50 mil réis, devendo as despesas excedentes disto serem cobertas por seu próprio trabalho.

No princípio, havia poucas e toscas construções, que se prestavam, ao mesmo tempo, para internato, salas de aulas, e residências de professores. A obra, no entanto, prosperou. Hoje, a escola conta com edifícios amplos e próprios para o funcionamento. Em 1927, I. Graham construi o “Pavilhão Waddell”.

Oito anos mais tarde ergueu-se o maior prédio escolar daquelas regiões: ” O Pavilhão Bixler”.

A nota, porém, que mais se distingue no colégio hoje, é o “Grace Memorial Hospital”, que ali se ergue um como refúgio para o sertanejo sofredor. Wood idealizou-o em 1916, e tornou realidade em bem poucos anos, com o concurso de Reese e outros incansáveis obreiros.

Sua escola normal foi oficializada em 1936 e, em 39, colou grau a sua primeira turma com diploma reconhecido pelo governo. Os progressos sucederam-se, uns após outros, ano após ano,

As grandes personalidades, que se formaram as margens de Utinga, espalham-se hoje por este Brasil a fora. São muitas. Difícil enumerá-las. Algumas porém, podem se citar. São apenas algumas das que compõem os grandes bandos de verdadeiras águias humanas que ali, nesse ninho humilde e singelo, foram geradas e criadas: Paulo Freire galgou os céus da política nacional; é hoje deputado federal pelo Estado de Minas Gerais. Alexandrina Passos e Eulália Alcântara são mestras dedicadas e valorosas obreiras. Adauto e Othon Dourado são figuras das mais representativas no cenário presbiteriano do Brasil. Élson Castro é hoje o diretor da escola. E que dizer de outros…

São Paulo Outra Vez

No início de 1914,Waddell voltou a São Paulo. A 5 de Março, foi eleito presidente do Mackenzie College. O colégio, no entanto, principiava a se tornar impraticável a um de seus sonhos: a preparação especial do candidato ao Ministério. Uma nova escola começou a se gerar em sua mente fértil. A ocasião, porém não era propícia : antes de mais nada, precisava atender as necessidades do Mackenzie. Limitou-se a planejá-la, e preparar caminho para a sua fundação.

No ano seguinte, organizou-se a federação das Escolas Evangélicas, de que passaram a fazer parte, todos “os institutos e colégios da Igreja”. Em 1927, deixou a presidência do Mackenzie e, a 1 de Julho do mesmo ano, foi eleito seu Presidente Emérito.

Doravante nada haveria, assim, que o impedisse de dar início à nova escola.

JMC

Havia poucos anos que um sítio fora adquirido pelo Mackenzie College, no Km 32 da Estrada de Ferro Sorocabana. Eram mais de 40 alqueires situados em um vale suave, entre pequeninas montanhas da Cordilheira do Mar. Embaixo, bem na confluência dos morros, estendia-se quilômetros sem fim, o leito da Sorocabana. De uma de suas bandas, corria, em sentido contrário e com uma languidez mórbida, o riacho Jordão. Da outra um declive brusco e, pouco adiante, um brejo pequeno.

Foi ali que se dedicou a instalar o outro “ninho de águias”, construído habilmente, palha por palha, pelo estadista de Landres. Três casas rudes foram o ponto de partida. Outras, também rudes e humildes, seguí-las-iam com o correr dos anos.

Após os primeiros preparativos, foram iniciadas as aulas. Assim, “no dia 8 de Fevereiro de 1928, reuniram-se no salão nobre do acampamento do Mackenzie College, sito Km 32 da E.F.S., o Rev. Dr. William A. Waddell, Rev. e sra. C. R. Harper, Rev. Lenington, e os srs. Terêncio Vitorino, Eduardo Pereira de Magalhães e Tuffy Elias, para a abertura das aulas do curso universitário José Manuel da Conceição”. Estes 3 últimos eram os primeiros alunos, os demais, os primeiros mestres.

Um breve histórico da vida do Rev. José Manuel da Conceição e da fundação da Escola Americana, e uma oração, proferidas por Waddell, momentos após o cântico do hino 26 dos Salmos e Hinos, selaram a breve cerimônia de fundação, e consagraram definitivamente a obra de Deus.

Nos anos que se seguiram, chegaram novas levas de alunos. João Euclydes Pereira e Francisco Alves foram das primeiras turmas. Vinham da província mineira, que mandaria mais tarde outros de seus nobres filhos. Hoje, um é o vice-presidente do Supremo concílio da Igreja Presbiteriana Independente; o outro é eminente teólogo e professor do seminário de Campinas. Da Bahia, dentre outros, vieram Adauto Dourado e José Dias, Eudes Férrer veio do Mato Grosso. Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul também mandaram estudantes ilustres. Quase todos os estados da Federação fizeram-se representar. São Paulo, por excelência. Daqui, foram mandados Aretino Matos, DailyFrança, Renato Teles, Fernando Buonaduce. Hoje, são todos professores e ministros dedicados; são esteios do evangelismo pátrio.

Atualmente, o JMC consta com cerca de duas centenas de alunos. Seu diretor é Olson Pemberton,Jr, que, por muitos anos foi missionário no sul do país. Seus professores, na maioria ex-alunos são: Renato e Maria Elza Teles, Fernando Buonaduce, Jean Pemberton, João Euclydes Pereira, João e Queila Faustini, Joaquim e Yolanda Machado Josué e Samuel Xavier, Maria Block Cruz e Floyd Gilbert.

100 Anos Depois

Esta é, em resumo a história de William A. Waddell. Foi homem de coragem, cristão fervoroso e intelectual profundo: foi um dos “valentes de David”. Sua obra, viveu-a a serviço de um povo que não era o seu, em uma pátria que não era também a sua.

Hoje, passado já um século desde o seu nascimento em Bethel, nós alunos e professores desta casa de ensino,frutos de seu trabalho e do seu amor, erguemos a nossa fronte para os céus, prestamos-lhe homenagem devida aos heróis verdadeiros, agradecendo a Deus a sua vinda e rogamos outros…

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Transcrito no Blog “Instituto JMC” em Salto, 7 de Março de 2010
Transcrito aqui na lista de discussão e neste blog em 1 de Julho de 2018

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